¤ Capítulo 17 ¤

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Já teve um sonho que parecia tão real, e quando você acorda quer ficar de olho fechado, para prendê-lo?

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¤ Capítulo 17 ¤

Ana queria ter sentido aquilo, ter sentido e aproveitado todas as sensações que um beijo pode fazer uma pessoa ter, mas não foi possível. Quando Christian tocou sua cintura de leve, trazendo-a para mais perto de si, a porta da sala se abriu. Eles se afastaram um do outro no mesmo instante, e enquanto Ana apenas desviou o olhar para o chão, Christian parecia irritado pela interrupção. A garota não sabia se estava feliz, por alguém ter interrompido o que provavelmente seria um erro, ou com raiva por estar ofegante, e com certeza mais vermelha do que deveria.

_ O que foi? - Christian perguntou, para quem quer que ousou entrar sem bater.

_ Aconteceu uma coisa... - era a voz da Kate, o que fez Ana encará-la. - Um homem foi morto, no Park Wilker. Testemunhas disseram que foi um carro preto e que um cara atirou do nada.

O coração da garota disparou, não do jeito bom como há poucos segundos, e sim de um jeito ruim, do jeito em que chega a apertar quando acelera demais. E ela soube que até Christian sentiu quando ele se virou para ela.

Havia muitas coisas que ele podia dizer, e Ana meio que ficou em expectativa para escutar, a respiração entrecortada.

_ Não vá para casa - foi o que ele disse, antes de sair com Kate da sala de vídeo.

Ana mordeu o lábio inferior e se recostou na parede atrás de si, encarando o nada.

O que acabou de acontecer? Ela estava triste, depois feliz e então aquilo? Sua vida parecia uma montanha russa descontrolada. Alguém tinha que achar a válvula de segurança, por que ela não estava dando conta de tudo sozinha.

Ouviu o barulho da garagem, e então dos carros, ainda de olhos fechados, se sentou no chão... esperando.

Longos minutos se passaram, talvez até horas, e Ana ainda tinha o coração apertado e a sensação dos lábios de Christian sobre os seus.

Aquilo foi um tremendo de um erro enorme! Não foi? Ou estava tudo bem eles se beijarem?

Deus, ela tinha que arrumar mais coisa para pensar, não é?

A garota olhou para o relógio, os ponteiros marcavam 23h42min. Ela já estava ficando com sono, não havia mais conversas lá embaixo e as ruas lá fora não fazia barulho. Já havia visto dois filmes dramáticos em que o casal fica junto no final, e são felizes com uma música do Jason Mars. Aquilo não acontecia na vida real. Que palhaçada! Odiava filmes falsos. Mas sempre via por que eram perfeitos além de tudo.

Passava os canais, mas não havia nada de interessante, mas não iria desligar a TV, não gostava do som silencioso que ficava toda vez que não havia som dentro da casa. Os pensamentos tomavam posse, e aquilo era uma tragédia.

O relógio marcava 00h32min quando a porta da sala se abriu.

Christian entrou na sala, seguido por Kate e Ellio.

Ana ficou de joelhos em cima do sofá e se virou para trás.

_ Finalmente - ela bufou. - Está tudo bem? - perguntou quando reparou a expressão séria e cansada dos três.

_ Claro, por que não estaria? Estamos todos bem, tudo está bem - Elliot falou de forma exagerada, jogando-se numa das poltronas.

Ana revirou os olhos e encarou Christian.

Sequestrada - Número 1970Leia esta história GRATUITAMENTE!