¤ Capítulo 16 ¤

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Diga-me como viver neste mundo. Diga-me como respirar e não sentir dor.

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¤ Capítulo 16 ¤

Você teria cabeça para beijar alguém estando no lugar de Ana naquele momento... Mesmo que esse alguém seja Christian Grey?

Bom, a morena nunca saberia se iria acontecer ou não, pois Elliot fez o favor de entrar no quarto no mesmo instante, e os dois se afastaram automaticamente, deixando um Elliot com pensamentos maliciosos, uma Ana ofegante e um Christian mais do que confuso.

Ao contrário do que imaginou, Ana não se sentiu estranha na presença de Christian depois do ocorrido, mesmo que o agente parecesse estar tentando evitá-la - como se fosse possível naquela altura do campeonato - ela apenas não se importou com aquilo. Não podia se dar o luxo de se importar com outras  coisas.

E três dias se passaram, dois dias longos e completamente arrastados para Ana. A garota descobriu que podia fechar seus pensamentos e prendê-los no fundo de sua mente. Talvez por causa daquilo ela havia conseguido dormir por algumas horas naqueles dias, sem sonhos e nenhum lembrete do pesadelo que tudo aquilo era.

Ana não sabia bem o que Kate, Elliot e Christian vira nela há três dias que os fizeram querer segui-la para todo lugar, nunca a deixando sozinha, se não era os três, pelo menos um estava em seu encalço. Vai ver eles achavam que ela iria fazer alguma besteira. 

Mas nem em fazer besteira a garota conseguia se concentrar.

E aquela quinta havia terminado também, mais um dia havia se passado. No sábado, Ana estava na casa de Christian - mais do que insistência e uma leve ameaça havia acontecido para a garota sair do quarto -, com Kate, Elliot - os três pareciam ter nascido colados - e a família do próprio. Ana sabia que aquilo com certeza não era típico de agentes, sabe, levar uma das vítimas para a própria casa, apresentá-la à família e ainda ficar mais tempo com ela do que provavelmente trabalhando.

Mas Ana era quem não iria reclamar. Mesmo querendo voltar para seu quarto e ficar debaixo da coberta, ela odiava ficar sozinha.

Em todo caso, Christian tinha uma irmã, de vinte e um anos, chamada Mia. Ela era ótima, mas gostava muito de falar. Ela falava sobre tudo, e em alguns momentos Ana se perdia em suas palavras pois ela trocava de assunto de uma hora para outra. Christian parecia fugir dela. Os pais eram mais reservados, mas igualmente ótimos, tão simpáticos quando a filha, mas eles deixavam Ana respirar.

Naquele momento Ana estava ao lado de Kate, Mia havia ido ao banheiro.

De repente a garota sentia como se aquela sala fosse fechada e pequena demais.

Aquele tipo de coisa começou a acontecer há um tempo, Kate chamava de ataque de pânico estágio 1, mas Elliot mandou a loira calar a boca pois ela não era psicóloga e disse à Ana que ela deveria conversar com um profissional.

Até o momento, Ana não queria mais ninguém em sua vida.

A morena olhou ao redor, todos estavam conversando. Kate continuava mexendo em sua mão enquanto falava. Ana a mirou e retirou sua mão da dela, ganhando sua atenção.

_ Eu já volto - gesticulou com os lábios.

Ela balançou a cabeça uma vez e voltou a falar com Grace, mãe de Christian.

Ana subiu as escadas, e acabou na sala de vídeo, andou até a janela e se recostou no vidro frio pela chuva.

Não demorou um minuto inteiro e escutou a porta se abrindo, mas não se virou para ver quem é.

Sequestrada - Número 1970Leia esta história GRATUITAMENTE!