Março, 2016. III.

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IAÊ, TIME?
Tudo show?

Eu não tenho muita coisa pra escrever aqui hoje porque surpreendentemente eu não demorei tanto pra liberar capítulo novo dessa vez (pelo menos eu acho que não, mas vocês podem me xingar caso discordem dessa informação, eu sei que eu sou muito lerda nessa coisa de atualizar o livro).

Capítulo de hoje é de (praticamente) todos os nossos lindos personagens! Aproveitem!

E não esqueçam de comentar, sinto saudades de vocês!
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Alícia era definitivamente a pessoa mais próxima de Melissa. Confiava tudo a ela, todos os segredos, tudo que a intrigava, todos os sentimentos loucos que dominavam seu coração. Alícia era também a única pessoa que sabia de toda a insegurança que Melissa tinha com seu corpo, sua voz, cada parte dela. Era Alícia quem percebia cada momento de queda da outra, quem oferecia-se como apoio quando todos os outros fechavam os olhos e fingiam não ver.

Não era fácil fazer Melissa acreditar que era linda como era, mas a melhor amiga fazia o máximo que podia. A verdade é que ouvir dos outros ajuda muito, mas não faz com que você enxergue o mesmo que aquela pessoa. É necessário enxergar, algumas palavras nunca são suficientes.

Se pudesse decidir algo em seu futuro, provavelmente pediria para que Alícia jamais saísse dela.

— Ficou sabendo que tem uma menina querendo entrar na banda?

Melissa balançou a cabeça em negativa.

— Não, mas e aí?

— Gustavo veio falar comigo e até consideramos, canta bem a garota. Mas não estuda no CPW, horários diferentes, compromissos diferentes... Achamos que poderia atrapalhar alguém, ou ela o a gente. — E, virando-se para a amiga, Alícia indagou: — O Gu não comentou nada?

— Não que eu tenha visto. — Deu de ombros.

As duas estavam jogadas no sofá da sala de Melissa, assistindo a um filme do qual não faziam sequer ideia do nome. Já estavam perdidas no assunto também e vez ou outra perguntavam-se o que estavam fazendo ali, sentadas, olhando para a tela da televisão.

— Você parece muito com essa moça — Alícia disse, apontando para a bonita mulher na TV.

— Ah, ok — debochou, franzindo a testa. — Quem me dera.

— É sério! Você vai ficar assim quando crescer.

— Certo, vamos fingir que você não está falando isso para eu ficar feliz.

— Poupe-me, Mel, eu nunca falei algo para te agradar. Alías, eu sou a pessoa que mais fala as verdades para você. Essa coisa de agradar é para pai e mãe.

Não podia negar que estava certa. Talvez por isso Alícia era tão importante para Melissa: ela era simplesmente ela. Nunca precisou forçar sorrisos, conversas, gargalhadas. Não era fácil encontrar alguém em que se pode confiar tudo e que está ali simplesmente por te amar.

Melissa vivia com o medo constante de perder a melhor amiga. Alícia havia caído em sua vida muito facilmente, sabia que poderia sair na mesma velocidade. Seu pai trabalhava em uma grande empresa e vez ou outra era lhe pedido que fosse para outra cidade. Havia parado ali, na vida de Melissa, graças a uma transferência. Sabia que era questão de tempo.

— E o trabalho do seu pai? — perguntou à negra, que respirou fundo, sabendo exatamente aonde Melissa queria chegar.

— Vai bem. E, não, não ouvi nada sobre transferência. Mas, Mel, já conversamos sobre isso. — Puxou as duas mãos da melhor amiga, o sorriso fraco no rosto era sua forma de fingir que estava tudo bem. — Mesmo que eu me mude, mesmo que eu vá para o outro lado do mundo, pode sempre contar comigo. Eu vou sempre estar com você.

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