Capítulo 11- De volta.

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—O que foi isso? Quem era aquela?

Fechei a porta com raiva.

Eu me pergunto com frequência: Por que quando tudo está bem, quando a vida parece enfim sorrir para você, por que no final tudo da errado?

—Uma amiga...

—Certo, ela não parecia muito ser sua "amiga".

—Acho que eu não conheço mais a definição de "amiga"... — falei sentando no sofá da sala, enquanto eu formulava uma mensagem para Flávia.

"Adivinha quem voltou para colocar fogo na minha vida"

Logo minha melhor amiga respondeu:

"Quem???"

Respirei fundo e liguei para Flávia para contar que Estela havia ido ao meu apartamento.

"Ela apareceu aqui do nada, estávamos conversando sobre coisas aleatórias..."

"Quem?"

"O que?"

"Você e quem?"

"Ah, sim, eu e Rodrigo..."

"Rodrigo estava ai no seu apartamento?"

"Sim, na verdade ele ainda está aqui... eu estava me sentindo um pouco sozinha, e pensei que seria uma boa ideia convidá-lo para jantar comigo..."

"Parece que você estava errada, não é?"

Gelei ao ouvir aquilo, eu não podia imaginar que Flávia estava sentindo ciúmes, ela é a pessoa mais pé no chão que eu conheço...

"Você está com ciúme?" perguntei perplexa.

Ouvi um suspiro irritado vindo do outro lado da ligação.

"Estou dizendo que vocês podiam ter jantado em algum outro lugar, algum lugar público"

"Podemos focar no fato de que a Estela resolveu infernizar a minha vida?" Falei apreensiva e impaciente.

"Annabel, a culpa é sua"

Não acreditei quando escutei aquilo, eu estava mesmo sendo acusanda de algo que eu não tive a mínima culpa?

"Como é que é?"

"Se você e Rodrigo não estivessem aí, juntos, isso não teria acontecido, Annabel. As vezes você parece uma baratinha tonta e ingênua que precisa de um principe para te salvar, mas isso nunca vai acontecer"

Fiquei instantanemente triste ao ouvir isso, desliguei a chamada e sentei no sofá, segurando as lágrimas.

—Anna, o que houve?

—A Flávia, ela estava brava comigo, eu não tive culpa de nada...

Rodrigo me abraçou, dizendo que tudo ia ficar bem e que Flávia estava apenas confusa e irritada no momento, e que logo passaria.

Rodrigo foi embora, e eu fiquei sozinha com todas as dúvidas que me rondavam.

Não falei mais com a Flávia naquela semana, na verdade eu andava bem ocupada, quando chegou o fim de semana eu já não escondia a saudade do Raphael, ele estaria de volta em algumas horas e eu mal podia esperar.

Após me arrumar, fui até o aeroporto para esperar ele, vi de longe uma pequena multidão perto da sala de desembarque, me aproximei e logo percebi que eram fãs do Raphael.

Senti um frio a barriga subitamente.

Ninguém ali sabia quem era eu.

Esperei junto com os demais fãs por uns vinte minutos, até que várias pessoas começaram a passar pelas portas da sala, entre todos, Raphael.

Os gritos começaram, por alguns instantes pensei que eu namorava uma celebridade, vai ver Raphel Lanchini é mais que um simples Youtuber.

Ele passou tirando fotos com várias meninas, e bem, eu reparei no quão bonito ele ficava com óculos escuros e cabelo meio bagunçado, não culpo as garotas, eu com certeza teria posters dele no meu quarto se não namorasse ele.

Após a recepção calorosa das fãs, Raphel foi levado até um carro preto, e eu correndo atrás, será que ele não tinha mesmo me visto ali?

—Raphael... — eu chamei, do lado de um segurança com cara de poucos amigos.

Então ele olhou para mim, com os olhos em chamas... o segurança, não o Raphael.

—Afaste-se — ele empurrou meu peito.

E eu fiquei com muita raiva:

—Não encoste em mim...—falei, sussurrando. Se fosse a Flávia, já teria armado o maior barraco.

Então meu namorado entrou no carro, com um segurança e foi para sei lá onde.

E eu fiquei ali.

Me sentindo a gota mais insignificante do oceano.

Como Eu Conheci Você Onde as histórias ganham vida. Descobre agora