👮‍♂ Cinco passos para um B.O.👮‍♂

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E eu não dou a mínima para

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E eu não dou a mínima para

O que eles dizem ou o que eles pensam

Porque você é o único no meu pensamento

Nunca vou te permitir me deixar

Vou tentar parar o tempo para sempre

Untouched | The Veronicas


Eu estou presa. Meu Deus, eu estou presa.

O que será a minha tia diria numa situação dessas? Com certeza eu já teria apanhado no meu bumbum há bastante tempo. Por que uma das únicas regras que minha tia tinha em sua casa, desde que as coisas com meu irmão desandaram de vez e eu tive que começar a morar lá, foi que eu não poderia me envolver com a polícia.

Talvez eu deva voltar a minha memória em cinco passos até o presente momento. Por que tem umas moças me olhando de uma forma torta na cela em frente à minha. E eu sou jovem demais para ter minha cara cortada com gilete por não ter cigarros para trocar por proteção durante o banho-de-sol.

Passo um.

Quando chegamos à Toscana, Lucca pediu que eu ficasse alguns dias com ele. Eu aceitei de imediato, o boy estava triste demais e eu ia usar todos os meus truques para melhorar seu humor. Se é que me entendem. Lucca foi ao velório do senhor Martinelli, mas eu não pude ir. Um dos amigos dele disse que a cerimonia seria extremamente reservada.

Então fiquei de penetra no apartamento dos outros.

Lucca tinha me explicado que não ia ficar morando naquela casa vizinha de Ettore. Que tinha um apartamento perto do trabalho e que venderia a propriedade em breve. Assim que o leilão acontecesse.

Foi aí, meus irmãos, que a coisa começou a desandar.

O apartamento de Lucca ficava num conjunto de padrão elevado e eles tinham até, pasmem, uma praia particular. Uma maldita, linda, praia particular protegida apenas por um limite imaginário e por um azul que se estendia até perder de vista.

Minha bagagem estava no quarto e a única coisa que eu consegui me imaginar fazendo foi pegando um sol naquela área com o meu biquíni brasileiro favorito. Meu fio-dental preto e com detalhes dourados nas pontas dos lacinhos laterais.

Coloquei-o, calcei meu chinelo e coloquei uma camisa longa que serviria de saída de praia e me aventurei pelo local desconhecido. Minha câmera estava comigo por que ela já era tão importante para meu corpo quanto o meu braço ou minha perna.

Passo dois.

Eu já estava brilhando. Completamente sendo beijada pelo sol tímido que se escondia, parcialmente, por detrás de algumas nuvens que logo sumiriam. Deitada numa das espreguiçadeiras com o bumbum tentando pegar alguma cor quando umas crianças atrevidas que brincavam nos brinquedos de madeira dali perto começaram a me molhar com a famosa marca de pistola de água.

INGRID MAYERLeia esta história GRATUITAMENTE!