♠ DESTEMIDO ♠

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 Estou parado no olho da tempestade

Pronto para encarar, morrendo

para provar esse doce calor doentio

Eu não tenho mais medo

Eu quero o que você tem planejado

Not Afraid Anymore | Halsey



LUCCA


Eu estava ainda colocando os shorts de Ingrid no lugar enquanto ela arrumava o seu cabelo. Essa garota tinha me deixado com as pernas bambas desde o primeiro momento que a vi. Encarei seus olhos escuros e enxerguei uma vontade ainda estampada em seu rosto sempre que me via.

Era impossível não se sentir atraído por sua beleza.

Impossível não se apaixonar por sua personalidade.

Observei o modo como sua pele ainda estava vermelha. Me aproximei e puxei-a de leve contra meu corpo antes que terminasse de se vestir. Seus seios pequenos e perfeitos batendo contra meu corpo ainda sem a camisa.

— Está se sentindo bem?

— Estou toda assada, você estragou meu brinquedo ney, mas vou sobreviver.

Beijei o alto de sua cabeça e em seguida sua boca. Eu queria poder continuar ali para dar-lhe ainda mais um pouco do carinho que merecia, mas já ouvíamos passos no corredor indicando que a equipe de fotografia estava pronta para cuidar da iluminação para as fotos dos demais cômodos.

— Gosto de você, Praguinha. Da próxima vez vou ter mais cuidado.

— Nem terminou de me arregaçar e já está pensando na próxima vez, cheirinho de café?

Sorri contra sua boca e deixei que terminasse de se vestir. Ficar ao seu lado estava sendo diferente de qualquer outra mulher que tenha passado pela minha vida. Mesmo que apenas fossem poucos dias de contato, eu sentia que as coisas poderiam dar certo.

Bastava que ela parasse de tentar resistir e se abrisse comigo sobre a dor que ainda via em seus olhos nas vezes que tentou resistir. Nas vezes em que foi forte e não se entregou.

— Está pronta? – Perguntei quando a vi ajustando a blusa no lugar pela última vez e olhando para a sua calcinha que eu ainda tinha na mão.

— Não vai mesmo me dar minha calcinha, né?

— De maneira nenhuma. – Sorri-lhe vaidosamente.

— Não vai usar ela, viu? Não sei de onde surgiu essa tara por calcinha ney.

Provavelmente esses estrangeirismos que usava devem ter sido adquiridos em todas as suas viagens. Por que eu ainda não tinha conhecido mulher para me falar mais coisas que eu completamente não sabia o significado do que essa que me encarava com olhos famintos outra vez.

— Pode deixar que não vou.

Ingrid me sorriu e nos apressamos para abrir a porta com as caras mais culpadas do mundo inteiro. Seu rosto estava ainda afogueado e era um prazer me banhar nesta expressão. Saber que eu a tinha causado.

Mal demos um passo para fora do corredor, encaramos o pessoal que carregava os equipamentos de iluminação. Meu plano era ser o mais discreto possível, mas Ingrid puxou piada com o pessoal que sorriu junto.

INGRID MAYERLeia esta história GRATUITAMENTE!