VOLUME 2 - O Dia que Decidirá o Futuro

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CAPÍTULO 14

          Eastar foi acordado por um barulho estranho, uma movimentação intensa parecia se espalhar pelo castelo.

          Abriu os olhos e olhou para Sindar, que o encarava de volta.

          — Parece que chegou a hora. — Ela segurou sua mão, e o jovem percebeu que a princesa tremia.

          Ele pegou o rosto dela com as mãos e a beijou.

          — Nada vai acontecer com a gente, eu não vou deixar. Nunca mais quero ver alguém que eu gosto se ferir.

          — Então era melhor não ter descido.

          O estelar riu.

          — É, talvez você esteja certa, mas não me arrependo.

          — É mesmo?

          — Você me dá essa certeza.

          Sindar sorriu e abriu a boca para responder, quando a porta do quarto foi aberta com um baque.

          — É melhor os pombinhos se vestirem. — Edwin encarou os dois, ainda na cama. — Eles chegaram.

          O casal se assustou, pulou da cama e começou a se vestir rapidamente. O Tenente saiu, deixando-os se aprontar.

          As vestes eram o contrário da noite anterior. Enquanto Eastar pegava de volta o seu  macacão negro e a faixa prateada com a bainha da espada presa, a princesa começou o  processo de vestir sua armadura. Vestiu a calça de couro e a camisa de linho, depois se enfiou  dentro da cota de malha prateada.

           O Estelar, que terminara de se vestir rapidamente, foi ajudar a companheira com as placas de metal, ajustando-as ao corpo esguio da princesa sem pressionar demais o busto.

          — Tem certeza que não vai usar algo pra se proteger?

          — Prejudicar minha movimentação vai ter um impacto mais negativo do que a falta de proteção.

          — Mas você vai ficar comigo e os outros arqueiros na muralha.

          — Flechas são fáceis de se desviar.

* * *

          — Que bom que chegaram. — Luiz cumprimentou o casal quando chegaram a sala do conselho. — Acabei pedindo para nos reunir mais uma vez e passar algumas últimas informações. Alae, por favor.

          O líder dos arqueiros puxou o cavanhaque e acenou com a cabeça.

          — Eles trouxeram apenas duas torres de cerco e três catapultas. Parece que previram nossa decisão de batalhar em campo aberto e não querem desprender de recursos para nos invadir.

          — De qualquer forma, eles não poderão nem usar as torres. — Sindar sorriu.

          — É provável que Ziran ponha batalhões de proteção nelas, se perfurarem nossa formação,  podem chegar aos muros.

          — Isso vai nos pôr na defensiva, não é? — A princesa mordeu o lábio.

          — Não inteiramente. Eles não contam com vocês dois.

          — O que a gente muda? — Eastar cruzou os braços.

          — A linha de proteção que eles colocarão para defender as torres enquanto elas avançam provavelmente foi pensada para resistir a ataques corpo-a-corpo. Eles não esperam serem atingidos por flechas até se aproximarem dos nossos muros.

A Crônica de EastarOnde as histórias ganham vida. Descobre agora