VOLUME 2 - A Festa

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CAPÍTULO 13

          — Eu vou mesmo precisar vestir isso?

          Eastar ficou se observando no espelho, enquanto Sindar terminava de ajustar sua armadura.

          — Sim.

          — Mas é tão incomodo! Não esperam que eu vista isso durante a batalha, não é? Como alguém pode lutar de verdade com isso?

          — Eastar, pare de reclamar. — Ela deu um puxão em uma das fivelas da placa de peito, com a intenção de apertar o estelar para fazê-lo se calar, no entanto, sem ligar o armazenamento, mesmo toda a força dela mal lhe fazia cócegas. — Essa nem é uma armadura de batalha, é apenas pra festas.

          Os dois tinham acabado de sair do banho. Sindar tinha apenas uma toalha enrolada no corpo e outra no cabelo enquanto vestia o parceiro.

          — Espera, vocês têm armaduras pra festas?

          — Sim, essa armadura é muito fina e leve pra uma batalha, mas todos esses adornos parecem realmente incômodos.

          Ela segurou o riso enquanto o jovem fazia bico na frente do espelho e movimentava os braços, tentando se adaptar.

          — Muito.

          A sirion foi até a cama onde pegou um longo pano de seda vermelha e voltou até ele.

          — E isso?

          — Uma capa.

          — Por quêee?

          — Porque é bonito e está na moda. Aceite.

          Ele bufou enquanto ela prendia a capa vermelha com o lobo prateado de Deschain em seus ombros.

          — E você? Não vai se vestir? Sua armadura deve ser ainda mais incômoda.

          — Pelo contrário. — Ela deu um sorriso travesso.

          — Como assim?

          — A minha roupa é aquela ali. — Apontou para um vestido fino e branco, pendurado em uma haste de madeira para que não amassasse.

          — Isso... isso é tão injusto. — Eastar sentiu uma lágrima caindo dos seus olhos.

          — Eu sou uma mulher, garotão. O que vai atrair olhares não é uma armadura brilhante, e sim um corpo bonito.

          — Meu corpo também é bonito.

          — Eu sei, mas pode deixá-lo guardadinho aí dentro. — Ela deu tapinhas na placa de metal no peito do estelar e sorriu.

          — Começo a ter a impressão de que havia uma outra alternativa pra mim.

          — Tarde demais. Está lindo assim.

          O jovem revirou os olhos e apenas aceitou a situação.

          — Tudo bem, posso, pelo menos, te ver se vestindo?

          — Mas que tarado! Tem certeza que vai ficar tudo bem aí embaixo? — Ela riu, fez um pequeno movimento com a cabeça, e Eastar soube para onde ela apontava.

          — É importante que fique. Se eu tirar essa armadura, não coloco mais.

          — Então acho que vou lhe dar uma amostra pra treinar seu alto controle.

A Crônica de EastarOnde as histórias ganham vida. Descobre agora