L2|| VII. Deveras Impaciente

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Mesmo com o tatuado me olhando com cara de besta quadrada eu não paro de comer minhas flores

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Mesmo com o tatuado me olhando com cara de besta quadrada eu não paro de comer minhas flores. Aliás, arranco outra pétala e acho ela ainda mais gostosa que a de antes, e com um hummmm e lambidas de dedos, o encaro sem importar com o que pensava. 

Mas Lucas acha que deve explicar o que se passa a seu amigo Daniel, e começa. 

— Mas ela tá comendo flor, cara! —  Daniel ergue as mãos numa explicativa e se vira para mim. — Sem ofensa, mas é estranho. 

— Ela tem um gosto... exótico, só isso. —  Lucas diz por mim. 

Decido não falar nada, não era nem para eu estar aqui agora e sinto que se disser algo, só vai estender ainda mais a situação que eu quero encurtar. 

— Ah é? E você tá bancando o tal gosto exótico pra quê? Olha alemão, a gente é amigo já faz tempo, e já acobertamos cagada um do outro, mas cara... isso já é demais! Você tem namorada, e fica com a Verena numa balada!? Daí depois da um fora na Vê e agora fica com a prima dela? Tipo, dias depois!!! Porra cara, isso é muita mancada! Não dá pra deixar quieto!

— Eu sei que fiz merda com a Verena, mas olha Daniel, não é isso que você tá pensando! Eu não fiquei com ela! — Lucas aponta para mim.

— Porra cara, além de mentir pra Sarah você vai mentir pra mim também? Eu sou teu brother, pô! A mina tá com as suas roupas, cabelo molhado, comendo florzinha que cê comprou pra ela... você até faltou no trampo hoje pra isso. Nem atendeu seu celular o dia inteiro. Eu lembro que tinha comentado contigo que a prima da Verena era gostosa e você deu uma de certinho. E agora isso! 

O barbudo está exasperado sabe-se lá por quê, mas apenas assisto, sem permitir que nada retire nem minha paz nem minha feição de pura serenidade. Esse negócio de fica com um e fica com outro e assume compromisso e trai o compromisso... é coisa de humano. Pensando bem, deve ser melhor assumir o tal compromisso do que prender quem se quer nua em um lago. 

  — Daniel, me ouve cara! Não é nada disso! E meu celular... quebrou hoje de manhã. — Lucas me olha de soslaio e eu lembro o que fiz com o aparelho dele.

  — A gente acabou de conhecer a Verena. A Sarah é minha amiga já faz tempo cara, você arranja esses rolos e sobra pra quem tá de fora, pois tem que tomar lados. Você vive falando que eu tenho que arranjar alguém e que tenho que ter uma mina fixa e tal... pra quê? Pra fazer isso com ela? Isso não tá certo, e por seu teu amigo falo mesmo na sua cara. — Daniel aponta o dedo no peito de Lucas. 

 Após terminar minha flor, tento me retirar do recinto mas Lucas me impede.

— Espera! A gente ainda tem que conversar mais sobre... — Ele lança um olhar receoso ao amigo e depois olha para mim de novo. — aquilo. E sobre a Verena. 

— Sobre aquilo o quê, Lucas? —  O barbudo se mete —  Aquilo o quê? Sexo? É isso que vocês precisam conversar?

— Sexo? — Finalmente me intrometo na conversa esquisita da dupla. — Por quê conversariamos sobre sexo? —  estou confusa e começando a perder o pouco de paciência que tenha. 

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