Tormentos

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Passou-se em torno de um mês desde que fui para a pequena casa e comecei a construção das laminas, cometi vários erros críticos. Mas ao final o meu resultado serviria para algo, pois logo após o termino do mês fui informado pelo velho, que cuidava de mim, que iriamos partir para uma pequena cidade que ficava a dois dias de viagem da casa.

Quando partimos levei as minhas katanas para vende-las lá. A viagem foi longa e eu tive pouco tempo para conversar com a Luna, já que o velho estava o tempo todo ao meu lado.

Ao chegarmos organizamos os itens na carrugem de uma forma que facilitasse para os compradores de verem eles. Antes que o movimento começasse o Mestre me ensinou sobre as moedas daquele mundo e como funcionavam.

Dez moedas de bronze equivalem a uma moeda de prata.

Dez moedas de prata equivalem a uma moeda de ouro.

Cem moedas de ouro equivalem a uma moeda de platina.

Cem moedas de platina equivalem a uma moeda sagrada.

No primeiro dia eu passei ajudando com as vendas e como pagamento recebi dez moedas de prata que foram unidas com cinco moedas de ouro que foram encontradas dentro da minha velha casa em ruinas.

No segundo fui liberado para ir atrás dos metais para a construção da minha própria espada, para derrotar o grande mal daquelas terras.

Ao andar pela cidade vejo que é lotada por prédios de dois andares e entre eles a pequenas vielas, e nelas havia varias barracas de mercadores de todos os tipos possíveis, e varias pessoas usando desde mantos até armaduras de puro aço. Era uma cidade mercantil e que possuía um grande número de aventureiros diariamente.

Eu andei entre as vielas parando em algumas barracas que ofertavam amuletos de proteção e de armamento. Até que uma das barracas me chama atenção por causa de uma katana negra com algo parecido com um olho perto do punhal.

- Licença senhor? – Falo para o dono da loja, um senhor na casa dos quarenta anos.

- Sim meu jovem? – Ele fala respeitosamente, um tratamento um tanto diferente com o que os outros mercadores tratavam os outros, sendo que eu notara uma diferença nos olhares dos aventureiros aos redores também. Era um tanto quanto desconfortante toda essa atenção.

- Como que você forjo essa espada tão peculiar?

- Creio que não terei como responder essa pergunta, mas eu a encontrei quando ainda era um jovem aventureiro... Creio que fora próximo a uma cratera formada perto de uma vila de fazendeiros.

- Por acaso foi a noroeste daqui?

- Sim... A mais ou menos uns... – Ele interrompe a sua fala com um estrondo vindo do final da viela.

- Parem esse homem! – Uma voz feminina grita ao longe, e alguns segundos após um homem passa correndo ao meu lado segurando uma bolsa de moedas.

E repentinamente tudo ao meu redor fica mais lento, mas meus movimentos prosseguem normais, era como se o tempo tivesse parado para todos menos para mim.

Eu aproveito o momento e pego a katana negra e golpeio o peito do homem com força, e na mesma hora o tempo volta fruir normalmente.

- Buarh...! Maldito! Uaaah! Um filho do demônio! – Ele fala, derrubando a bolsa, se levantando aos tropeços logo em seguida, e sai correndo.

- Obrigada! Você me ajudou muito... – Era uma jovem loira de olhar penetrante em um azul esbelto, usava roupas de couro com a coloração amarronzada, e ela não era como os outros da cidade, não tinha rabo ou orelhas de algum animal. – Mas como fez isso?

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