📷 OS MICOS NUNCA ACABAM 📷

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Eu sou uma aventureira

Sou uma noite sem compromisso

Não pertenço a cidade nenhuma

Hurricane | Halsey


Eu ganhei minha primeira câmera fotográfica aos dez anos de idade. Ela nem era uma câmera de verdade, era apenas uma réplica de plástico que mudava as imagens quando apertava os botões. Era uma coisinha pequena, ridiculamente barata e incrivelmente apaixonante.

Eu fiquei obcecada por aquilo e não conseguia parar de fingir que estava fotografando tudo à minha volta, mesmo que eu sempre visse as mesmas seis imagens repetidas sendo projetada para meus olhinhos castanhos.

Minha mãe observou meu amor crescente e comprou minha primeira Polaroid quando eu completei onze anos. Me deu também uma caixa de papel fotográfico que teve que ser rapidamente reposta por que eu tirava foto até das minhas fotos.

Então, se alguém me perguntasse de onde o amor por fotografias tinha surgido, eu sabia exatamente a resposta. Foi daí. Dessas duas pequenas experiências que tinham mudado minha vida do avesso.

Enquanto observo o rosto suave de Amora sendo revelado aos poucos depois de colocar a mistura no papel especial, percebo que escolhi a profissão correta.

Minha sobrinha estava linda em suas fotos. O cabelo coberto de pequenas estrelas e borboletas plásticas, ondulados e bruxuleantes enquanto estava dormindo. Baby Mô é meu xodó e minha modelo preferida para todas as horas. Sorri ao ver suas mãozinhas cobertas por duas tatuagens de chiclete que Ettore tinha grudado nela em um dos cliques.

Eu ainda tinha bastante medo da mudança repentina que aconteceu na vida dela, de tudo pelo que estava passando e do tanto que estava se apegando ao seu Sullivan. Não entendia direito como poderia uma ideia tão louca ter se assentado tão rapidamente na cabeça da menina.

Por que minha Baby Mô era apenas uma menina que ainda precisava de muita proteção. No que dependesse de mim, ela a teria inteira.

Olhei para o container ao lado. Neste a foto que se revelava era diferente, mas igualmente bonita. Lucca Lagano em toda sua graça estava surgindo na imagem que capturei num momento em que estava distraído.

Esse homem tinha uma boca que dava vontade de beijar. Pelo amor de Deus! Dava vontade de fazer uma porção de coisas com ela. Já sentia um calor absurdo só de lembrar do beijo trocado às escondidas no corredor. Se só um beijo com ele era assim, nem quero imaginar o resto.

Tocaram a campainha do apartamento e fui atender. Meu apartamento era pequenino, tinha dois quartos e um deles era meu estúdio. Embora minha família tenha dinheiro, nunca gostei de me apoiar nisso e conquistei meu próprio espaço e minhas próprias coisas com esforço próprio e muito, mas muito trabalho.

INGRID MAYERLeia esta história GRATUITAMENTE!