VOLUME 2 - Lição de Vida e de Guerra

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CAPÍTULO 12

          O trio chegou ao castelo, os serviçais faziam reverências para a rainha, que sorria para eles.

          Entraram no salão e deram com o Rei Luís com uma taça na mão enquanto dançava ao som de uma música divertida, tocada por alguns músicos em um pequeno palanque.

          — Luís Felipe Guintes de Deschain, pode me explicar a bagunça?

          O rei se engasgou e olhou para trás, vendo sua rainha e o casal atrás dela, todos sujos de sangue. Alessa tinha os braços cruzados, apesar da expressão divertida no rosto.

          Luís se recuperou do susto e deu um grande sorriso, andando até eles.

          — O que acharam? Eles vão tocar na festa. Ótimos, não são? — Ele se aproximou da rainha e lhe deu um beijo. — Levou os jovens ao hospital?

          — Involuntariamente. Surgiu um imprevisto no caminho.

          O rei suspirou e balançou a cabeça.

          — Sempre aparecem imprevistos perto de você. — Ele passou a mão pelos cabelos dela, prendendo atrás da orelha e sorrindo. — De qualquer forma, espero que esteja tudo bem agora.

          — Não. — Eastar interrompeu, balançando a cabeça.

          — Por que não, Eastar? — O rei olhou para o jovem, assustado.

          — O homem perdeu uma perna.

          — Ó, que pena.

          Luís parecia genuinamente triste, mas aquela pequena reação incomodou Eastar.

          — Só isso? Imaginem como ele vai ficar sem uma perna! Eu não conseguiria imaginar a minha vida assim...

          Sindar deu um leve soco no braço do parceiro.

          — Desculpe, Luís. Como você sabe, é a primeira vez que o Eastar desce à Terra.

          — Eu sei. — O rei olhou para o estelar e sorriu. — Vem comigo.

          — Onde?

          — Vou te mostrar uma coisa.

          O garoto olhou para Sindar e depois para Alessa, as duas concordaram com um aceno de cabeça e ele seguiu o rei, que deixou os músicos sem saber se podiam continuar a tocar ou se deveriam parar.

           Ele e Luís passaram por alguns corredores até sair em um grande pátio.

          — Quando eu era mais jovem, pensava como você. Como alguém pode viver desse jeito? Ou daquele? Como? Por que isso acontece? De onde vem tanto sofrimento? Sabe qual resposta encontrei?

          O jovem balançou a cabeça.

          — Nenhuma.

          — Isso não melhora as coisas.

          — Pelo contrário. — O rei piscou para ele.

          Eles começaram a ouvir um barulho que aumentava gradativamente à medida que eles contornavam uma cerca de arbustos altos.

          Eastar parou por um momento para entender a cena.

          Um bando de homens e mulheres corriam de um lado para o outro, alguns treinavam, outros pareciam participar de alguma espécie de jogo. Risos soavam por todos os lados, brincadeiras e provocações.

A Crônica de EastarLeia esta história GRATUITAMENTE!