Quinn Allman

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Oi gente, aqui é a Mika, como estão? Espero que bem ^-^

São quase seis da manhã, eu já tinha ido dormir, mas, lembrei que a Juh me deixou responsável por postar esse capítulo, daí pensei 'hmm, se eu postar quando acordar, vai ser beem tarde...' <- dorme bastante...

Resultado? Eu sou um amorzinho e levantei da minha cama para vir postar... Então, é com muito sono que deixo esse capítulo extra <3

P.S.: Sim, é pelo pov do Quinn <3 ^-^


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Gerard Way... Era um ômega estranho... Mas se eu fosse pensar bem, eu também era. Até onde sabia, tínhamos quase a mesma origem... Bairros pobres de ômegas. Talvez por isso tenha visto nele uma possível alma amiga. Alguém que entenderia minha situação.

Quando o chamei para tomar um café, estava decidido a praticamente o ameaçar de morte, caso ele abrisse aquela linda boquinha sobre o que havia descoberto... Mas, o tendo ali na minha frente tomando um café cheio de coisas doces que só de pensar no gosto me dava ânsia de vômito, mudei de ideia.

Estava perdido. E olha que para mim, Quinn Allman, admitir estar perdido, era preciso que eu estivesse muito, muito perdido mesmo.

Havia engravidado do ser humano mais irresponsável em relação a esse tipo de assunto que existia na face da terra.

Pois é... Eu, Quinn Allman, estava grávido de dois meses de Robert McCracken.

Gerard me observava atentamente, ele parecia tímido – ou assustado – diante de mim, contudo, continuava comendo seus doces. Como podia gostar tanto daquilo? Suspirei ao observar mais uma vez a quantidade de chantilly que fazia parte do seu café.

Entretanto, parte de mim ainda se questionava... Realmente pediria conselhos a um total estranho? Quer dizer, tinha todo o lance da parceria entre ômegas – que nem todo ômega seguia, mas que Gerard tinha cara desses que iam nesse pensamento – contudo, tecnicamente, eu não o conhecia e nem ele a mim. Era a primeira vez que teríamos uma conversa mais longa do que dez ínfimos minutos.

Além disso...

Coloquei a mão no bolso da calça jeans rasgada que usava, querendo pegar meu isqueiro e maço de cigarros, entretanto, parei no caminho. Dei uma pausa no mau hábito desde que descobri a novidade, parei de beber também. Inferno. Tinha de lidar com meus vícios com chicletes agora, e havia esquecido em casa.

Voltei a encarar os olhos verdes diante de mim. Gerard tentou colocar o cabelo atrás da orelha, aparentemente ainda não se acostumara com os fios mais curtos e loiros. De certa forma, ele era fofo. Se eu não estivesse envolvido com Bert e ele com Frank, definitivamente investiria, pois ele era exatamente o tipo de ômega que me agradava.

Suspirei – Certo. Te chamei aqui porque preciso de um conselho. – fui direto ao ponto, ou ia acabar mudando de ideia.

- Conselho? – ele piscou, confuso – De mim?

- Sim, sim. – dei de ombros. "Você é o único que sabe, de qualquer forma.", pensei comigo – Não tenho certeza sobre o que fazer no momento. – estalei meu pescoço.

-... Já pensou em contar para o Bert? – falou com cautela.

Ah... Ele estava fazendo aquela cara de "essa não seria a melhor escolha?". Pensando bem, ele era fã da banda, certo? Aff... Garanto que tinha "aquela" imagem do Robert... Pobre criança iludida... Bom, desfazer essa imagem sempre foi um dos prazeres que eu tinha ao conhecer um fã da banda intimamente. Sorri.

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