Gerard Way

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Oieeee!!!!!

a juh saiu do castigo...

Vocês estão vendo como minha irmã é legal comigo?? Ela mal voltou e me colocou de castigo...Justo eu que sou uma neném.


Nem, não se tem alguém acordado mas deu a doida e vamos postar o capitulo na madruga mesmo...

Haaaaa lembrando que o grupo de waths da fic continua bombando... Quem quiser entrar manda numero e nome no privado...


No mais, esperamos que gostem desse capitulo...

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O cheiro de Frank estava por todos os lados, me envolvendo, se misturado ao meu, formando um odor único... Um cheiro nosso. Era o terceiro dia do meu cio, provavelmente o final dele estava próximo, deduzia isso pelo fato de estar totalmente consciente e sentir que a próxima onda de calor seria mais amena, e provavelmente a última.

Frank se encontrava deitado de bruços, adormecido em um sono tranquilo, calmo... Aproveitei para olhar de perto as tatuagens em suas costas... As duas armas cruzadas, a abóbora que representava o dia preferido dele no ano – e não por acaso um dos meus também- ... Contornei cada uma com meu indicador sem acreditar que ele estava realmente ao meu alcance. A pele dele se arrepiou de início com meu toque, mas prossegui, Frank tinha a pele morna e deliciosa.

Tudo parecia um sonho, mas, se fosse, eu gostaria de nunca acordar. Olhei ao redor... Me sentia tão protegido... Nunca foi dessa forma.

Além da sensação diferente de me sentir protegido e pleno, era estranho notar outras coisas como... Minha consciência, a ausência de dores, conseguir sentir meus instintos a flor da pele, contudo, não como algo ruim, pelo contrário, era bom e até amistoso... Como se em toda a minha vida eu estivesse dentro de um pesadelo e nesse cio, acordava pela primeira vez...

Claro que nada disso excluía a vontade louca de gerar uma criança. Isso incomodava um pouco. Entretanto, não era como se eu tivesse sido incomodado por essa vontade natural antes... Como apenas sentia medo e dor, nunca prestei atenção no que meu instinto realmente desejava... Era tão... Novo...

Voltei a observar Frank e sorri... Tudo isso, era culpa dele... E o amava ainda mais por isso.

Naquele momento eu devia estar em uma das "pausas" que Frank mencionara o que também era totalmente novidade. Além do instinto gritante de querer um filho dele dentro de mim, também tinham questionamentos. Um deles era se aquilo iria durar... Me lembrei do trato que fiz com Frank, e tecnicamente, teria aquela paz em meus cios ao menos pelos próximos dois anos...

"Acho melhor não me acostumar a esse tipo de cio...".

Mas era complicado não se acomodar com um cio confortável, sem dores e, observei o escorpião no pescoço dele, prazeroso. Sim. Havia gostado... Muito. Mais do que isso, a forma como Frank me deixava "comandar" a situação, como ele parecia totalmente entregue a mim e aos nossos momentos...

Era impossível não viciar naquilo. O que significava que muito provavelmente eu estava ainda mais ferrado do que imaginava. O nível máximo alcançável pelo homem... Literalmente, era como se tivesse provado o melhor café do universo, sem garantias de que teria doses dele pelo resto da minha vida. Se algo desse errado, eu iria me foder bonito...

"Como deixei chegar nesse ponto..." – fechei os olhos, respirando fundo.

Sim. Eu sei que havia combinado com Frank que tentaria e tudo mais, e se desse certo aquela não seria de fato uma preocupação válida... Entretanto, não sou a pessoa mais segura do planeta... Mil seres humanos podiam chegar em mim e dizer "o Frank nunca quis um relacionamento sério, desde a morte da esposa, e ele quer com você", que meu cérebro vai insistir em gritar "é o Frank não se iluda".

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