VOLUME 2 - Recepção

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CAPÍTULO 10

          O grupo partiu na manhã seguinte, deixando o povo livre para trás. Ainda teriam vários dias de viagem. Não estavam animados, passavam a maior parte do tempo presos em seus próprios pensamentos, quietos.

          O treinamento dos garotos ficou mais intenso. Remus fazia de tudo para que eles tivessem absoluto controle do armazenamento.

          Ninguém esperava que eles lutassem, mas sabiam que se a guerra fosse perdida, eles teriam quem se defender e fugir. Depois do que viram acontecer na aldeia da família de Allyn, entendiam que não contariam com misericórdia alguma.

          Os dias seguiram assim, até saírem do deserto. A estrada então se juntou às outras, e o movimento nela cresceu. Viajantes chegando com suprimentos, famílias partindo em busca de abrigo.

          Muitos olhavam para aquele grupo de viajantes, todos cansados e esfarrapados de tanto tempo viajando, não pareciam um grupo de soldados, apesar das armas amarradas nos cavalos. Mas sempre surgiam cochichos e encaradas quando viam os olhos de Eastar.

          Ele era algo que nunca viram, um estelar estranho. Talvez fosse apenas uma estelar musculoso demais, de qualquer forma, muitos tiveram uma sensação de esperança por saber que teriam ajuda daqueles seres.

           O jovem rangeu os dentes ao perceber essas expressões, desviava o rosto sempre que alguém ensaiava uma reverência.

          Aquelas pessoas contavam com um legionário que os guiasse na guerra, não um garoto sem experiência.

         Sindar encostou seu cavalo no dele e apertou sua mão. Ele olhou para ela e sorriu, pensando se ainda estaria ali se não fosse pela força e confiança que ela lhe dava.

          Eles, então, finalmente avistaram a cidade.

          Brandevin, capital do Reino Deschain do Oeste.

          Os muros altos não permitiam que eles vissem muito. Ela ficava no alto de um penhasco encostado ao oceano. Trilhas levavam a uma área com grandiosas docas e praias, todas vazias, exceto pelos navios da frota do reino e dos pescadores teimosos.

          Naquele momento, quem não estava dentro dos muros estava nas estradas, entrando ou fugindo.

          Uma fila se estendia do portão de entrada, o grupo entrou nela e desceu dos cavalos. Levou algum tempo até finalmente chegarem na revista.

          Um dos soldados se aproximou de Edwin e Sindar, que tomaram a frente do grupo.

          — De onde vieram? Qual o propósito da viagem?

          — Meu nome é Sindar Armondis, princesa do reino sirion. Eu e meus soldados estamos aqui para ajudá-los.

          Ela viu o soldado engasgar, as mãos que seguravam lápis e papel tremeram. Ele se virou e começou a gritar ordens para abrirem passagem.

          — A princesa dos sirions está aqui! O reino sirion mandou emissários!

          Soldados apareceram de dentro dos muros, formando uma escolta para levar os viajantes.

         Eles seguiram pelas ruas calçadas, sempre subindo. A cidade era dividia pelo terrento, à medida que subiam, atravessavam uma nova muralha e o cenário mudava, casas cada vez mais bonitas e maiores, até chegarem no topo.

A Crônica de EastarLeia esta história GRATUITAMENTE!