Março, 2017. III.

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OLHA QUEM CHEGOU DE NOVO! (E dessa vez foi rapidinho.)

Galerinha, eu postei sobre isso aqui no meu mural, mas como eu sei que muita gente geralmente não lê essas coisas (eu, por exemplo), decidi falar aqui também.

Eu não sei o que está acontecendo com o meu Wattpad, mas não estou conseguindo responder alguns dos comentários que vocês estão deixando aqui no livro. Acredito que seja um bug e que vai acabar logo, mas queria deixar bem claro que amo ler e responder todos os comentários. Quando não respondo é porque não fui notificada! E agora por causa desse bug também.

Por favor, me perdoem por isso! Saibam que estou lendo e tentando responder todos!

Vamos falar sobre redes sociais? Eu amo o contato que o Wattpad nos proporciona, mas amo ainda mais poder acompanhar meus autores favoritos fora daqui também. Por isso, venho falar sobre minhas redes sociais. Se vocês têm alguma dessas, me sigam lá! Vou ficar muito feliz em tê-los.

Instagram: @laylaaoliveira_
Twitter: @oliveiraalayla
O link direto para o Facebook está aqui no perfil.

É isto, chuchuzinhos!

Comentem!
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    Maia levantou-se de repente, indo para fora da sala. Não sabia se estava fazendo a coisa certa, mas suas costas doíam pelo peso que carregava nelas. Sentia raiva só de lembrar do dia em que foi parar na detenção. Sentia raiva por nenhum professor ter percebido seu comportamento naquela manhã, suas olheiras e seu rosto inchado de quem tinha chorado a noite toda.

    Amanda, ao ver a aluna saindo da forma mais rápida que podia, decidiu ir atrás dela.

    Quando abriu a porta, indo para o lado de fora, encontrou Maia encostada na parede, observando a lâmpada presa ao teto. Estava segurando o choro, era perceptível. A garota não sabia como começar, mas sabia que acabaria derramando algumas lágrimas durante a conversa.

    — Eu fui pega usando o celular — disse, abaixando a cabeça.

    — Como? — indagou, sem entender.

    — No dia em que fui parar na detenção. Estava usando o celular escondido.

    — E por que? — perguntou, da forma mais delicada que pôde, aproximando-se de Maia.

    — Minha mãe passou vinte e um anos casada com um homem descontrolado que batia e a ofendia todos os dias. — A garota já estava em lágrimas. Amanda abaixou-se, ficando um pouco mais baixa que a aluna. — Ela conseguia se separar dele no início do ano, mas não é fácil depois de tantos anos. Ela tem medo até de ficar em casa sozinha. Quando fui pega, estava tentando mandar uma mensagem perguntando-a se estava bem

    — Por que não perguntou à Clarissa quando foi pegar seu celular de volta?

    — Ninguém perguntou, ninguém quis saber. Ninguém se importou, professora. Achavam que eu era apenas uma garota desinteressada na aula e que merecia ser punida. Ninguém reparou. Ninguém tentou entender. Nunca tentam.

    Amanda puxou a garota para um abraço, que Maia aceitou sem pensar duas vezes. As lágrimas, por sua vez, recusavam-se a cessar.

    Há vezes em que nenhuma palavra é capaz de tirar a dor de uma pessoa. Amanda aprendera que feridas eram curadas com o tempo e uma pessoa disposta a lhe acolher em seus braços quando tudo estivesse desmoronando.

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