¤ Capítulo 15 ¤

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A verdade é que somos umas monstruosidades e parece que isso não é problema para ninguém.

A verdade é que somos umas monstruosidades e parece que isso não é problema para ninguém

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¤ Capítulo 15 ¤      

Christian agarrou Ana pela cintura e sem esforço a puxou para longe de Sarah enquanto Elliot a puxou para trás, não permitindo a morena chegar perto.

— Você precisa se acalmar - Christian sussurrou no ouvido da garota.

Ela ainda tentava se soltar dele, mas era o mesmo que tentar sair do Quarto de Jack: inútil. Por fim, desistiu de tentar socar a cara de Sarah, e Christian finalmente a soltou, mas sem dar uma distância muito grande, ele sabia que ela ia fazer de novo.

Por que ninguém a deixava quebrar aquela cachorra ao meio?

A morena passou meses de sua vida achando que aquele psicopata do Jack quem havia matado sua filha. E foi Sarah. Foi ela o tempo todo. Ela a viu chorando, e lhe dizia que ia ficar tudo bem, que um dia ela iria ter outros filhos, como se aquilo amenizasse alguma coisa... Aquela vadia!

— Eu vou te matar - a garota murmurou para Sarah, calmamente.

Christian deu um passo em sua direção, mas não a segurou.

— Eu juro, Sarah, eu vou acabar com você - a morena continuou, olhando para ela. - Vou acabar com sua vida.... E com seus filhos. Você vai sentir a mesma coisa que eu senti durante todos esses meses naquele quarto. Vou transformar sua vida num verdadeiro inferno.

— Ana, por favor... Me perdoe...

— Cala a boca! Eu não quero mais ouvir sua voz - a garota expirou, ainda ofegante de tanto que tentou se livrar do braços de Christian. - Eu nunca imaginei que sentiria algo pior do que o que sinto por Jack, de que eu poderia sentir mais ódio do que eu sinto pelo homem que matou a minha mãe, e várias outras pessoas na minha frente. Mas eu sinto por você. Eu sinto nojo de você...

Sarah a olhava, assustada.

Christian puxou Ana para fora da sala quando a garota fez menção de se aproximar da mulher e a guiou para as escadas, até seu própria quarto. Ana já havia entrado lá uma vez. Reconhecia.
Se sentou numa poltrona - ela era mais confortável que a cama. Sua cabeça doía, seu coração estava tão apertado que podia ter diminuído e ela não ficaria surpresa com aquilo.

— Não pode ameaçar as pessoas desse jeito - Christian disse, cruzando os braços.

Já foi comentado que ele não é muito sentimentalista e não tem um pingo de tato para confortar as pessoas?

— Ameaço quem eu quiser - rebateu a garota irritada.

Isso, irritada é bom!

— Até ir presa - ele disse.

Sequestrada - Número 1970Leia esta história GRATUITAMENTE!