VOLUME 2 - Moral da História

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CAPÍTULO 7

          Quando a noite caiu, a música começou. Pessoas dançavam com suas roupas coloridas e seus vários instrumentos.

          Eastar seguiu em direção à grande fogueira, onde as pessoas se reuniam, batendo palmas e se divertindo com os dançarinos e músicos.

          Parou por um instante e se concentrou, observando o fogo que alcançava quase três metros de altura, era bastante energia e ele sentia a ânsia do seu corpo de consumi-la. Respirou fundo e olhou para as próprias mãos, analisando sua "capa", e tentou moldá-la um pouco mais espessa.

          Foi estranho no começo, sentiu uma certa dormência, mas acertou as arestas e sentiu que estava boa o suficiente.

          Confiante, deu alguns passos para se sentar ao lado de Sindar e, apesar de uma ligeira tremulação das chamas, nada mais aconteceu. A princesa sorriu para ele, entendendo a situação.

          Quando se sentou, olhou em volta, impressionado com o ânimo daquelas pessoas. Até Allyn estava vestida para a ocasião. Trocara a túnica verde e a roupa de couro por uma saia longa e amarela, uma faixa de tecido vermelho cobria seus pequenos seios, deixando todo o resto à mostra.

          — Ela está linda, não está? — Sindar perguntou.

          Eastar sorriu e concordou com a cabeça.

          — Não sabia que ela era capaz de se soltar assim.

          — Deve ser a nostalgia de voltar pra casa. — A jovem sirion suspirou, acompanhando a beleza das danças.

          Eastar olhou para o lado e viu que Edwin segurava uma espécie de garrafa de barro nas mãos, o jovem podia jurar que havia algo com muito álcool ali, no entanto, o Tenente nem se movia, apenas babava, olhando paralisado para a sirion morena que rodopiava e sorria.

          — Acho que o Edwin também está surpreso. — O jovem estelar cutucou a princesa, que caiu na gargalhada quando viu a situação do sirion de olhos vermelhos.

          Remus conversava com vários aldeões, enquanto Sean e Drun corriam de um lado para o outro junto com outras crianças.

          A festa seguia animada e Eastar se juntou a Sindar dançando no meio de toda a confusão. Os dois riam e eram jogados de um lado para o outro, trocando de pares várias vezes, apenas para voltar a se encontrar.

          O estelar mascarado se unia a várias mulheres para dançar, e Eastar precisou admitir que ele fazia isso muito bem, no entanto, alguma coisa na sincronia dos seus passos o incomodava.

          Em certo ponto da noite, quando a maioria das pessoas já começavam a se cansar e se sentavam para beber, Janine se levantou e foi até o centro da grande roda.

          — Temos muitos convidados hoje. Visitantes novos e antigos, mas todos muito agradáveis. Mas...! — Ela levantou um dedo, e um coro de gargalhadas veio daqueles que já sabiam o que viria a seguir. — Chegou a hora deles nos divertirem! A princesa do Reino Sirion está aqui, então eu aposto que todos querem ouvi-la cantar, estou errada?

          — NÃO! — Aquele coro, com toda certeza, tinha muita prática.

          — Então está na hora da princesa Sindar nos mostrar suas habilidades!

          Palmas explodiram enquanto a mulher estendia uma mão para a princesa, que a acompanhou para perto da fogueira com o alaúde na mão.

A Crônica de EastarOnde as histórias ganham vida. Descobre agora