¤ Capítulo 12 ¤

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  "Me sinto como se fosse sonâmbula e não sei como acordar."  

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¤ Capítulo 12 ¤    

No outro dia, depois de mais interrogatórios, o médico lhe disse que teria alta em algumas horas. O que era um alívio para Ana, e uma droga também por que ela não queria voltar para aquela casa. Seu pai estava sendo um pai finalmente - e a chamou para morar com ele. Mas aquilo era estranho. Ela também não queria morar com ele e com a mulher dele.

Mas o remorso era algo que fazia as pessoas insistirem em tudo.

— Audrey vai adorar ter você conosco, querida - ele disse.

Não iria não. Audrey nunca gostou muito de Ana.

— Não, pai, eu não quero - ela foi firme. - Eu não quero ir para outro país, que eu nem sei falar a língua.

— Você é esperta, logo aprende.

— Eu não quero.

— E o que vai fazer? Você não quer voltar para sua antiga casa...

— Eu posso alugar um apartamento, ou comprar outra casa... Isso, comprar outra casa. Sou maior de idade agora, posso legalmente ter minha própria casa.

— Mas você vai morar sozinha?

— Qual é o problema? Tecnicamente, morei sozinha no último ano.

— Ana, não brinque com isso.

— Pai, o que eu estou dizendo é que...

— Eu me sinto tão culpado - o outro suspirou ao admitir.

— Não, não se sinta assim - Ana foi rápida em dizer, ela sabia bem qual era a sensação. - Olha, não é como se fôssemos começar a jogar baseball nos fins de semana e tal, mas... Você está sendo um bom pai. Não se sinta culpado por nada. Ninguém saberia. Você não conhece direito a família da mamãe, nem eu na verdade. Eu podia muito bem ter uma tia e estar com ela.

— É, mas eu devia ter verificado. Eu tentava te ligar, mas só dava caixa postal.

— Está tudo bem agora. Eu estou aqui, e ninguém pode me machucar. Vamos esquecer, okay? Eu estou me esforçando para isso. Eu gostaria que fizesse o mesmo.

— Tudo bem. Tem que seguir em frente.

— Isso. Agora voltando ao assunto, eu posso cuidar de mim mesma.

— É, acho que pode.

— Então está tudo certo, vou comprar uma casa.

Uma semana depois, sua vida estava quase normal. Seu pai havia ajudado-a a comprar uma casa, na verdade toda casa que iam o homem perguntava os fatores de segurança, até que encontraram uma que mais parecia uma prisão e ele gostou. Ana não se importou muito com a casa, mas se seu pai estava feliz, então tudo bem. Depois que saiu do hospital, teve que passar por mais interrogatórios, e com as suas descrições conseguiram encontrar o local em que ela fora mantida. Suas digitais estavam por toda parte, e Christian disse que aquilo com certeza já manteria ele preso pelos próximos 20 anos. Depois que fizeram perícia na sua antiga casa, encontraram vestígios de sangue e arrastões. Com certeza Jack teria prisão perpétua. Mas ainda assim, precisava passar pelo julgamento. Christian lhe garantia que ele não teria direito ao habrea corpus depois de tantas provas, e que ele seria condenado, que o julgamento era só um jeito de selar isso.

Ela estava arrumando as roupas no armário quando a companhia tocou.

A campainha não parava de tocar, como se alguém tivesse prendido o dedo nela.

Sequestrada - Número 1970Leia esta história GRATUITAMENTE!