Capítulo 4 (Parte I) - Eva

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Oi, amorecos!

Peço mil desculpas pela minha ausência, mas como avisei no meu grupo do Zap, estou sumida por problemas pessoais e por esse motivo não estou conseguindo nem mesmo escrever. Tentei atualizar meus capítulos antes, mas devido aos contratempos e correria da bienal, não conseguirei seguir com as postagens e depois desse capítulo terei que dar uma pausa até retornar.

Sei que estou atrasada e eu, mais do que ninguém, não gosto disso, mas infelizmente se faz necessário. Sou autora do Wattpad há 4 anos e nunca fiz isso sem que fosse realmente preciso e é isso que acontece agora. Outra vez peço desculpas, mas quando voltar, pretendo ter uma boa parte do livro pronto e se Deus quiser seguiremos as postagens sem mais intercorrências. Espero a compreensão de vocês. 

Então deliciem-se com nosso Futuro Duque!

^^

ps.: Quero muitos comentários para saber o que vocês acham e mostrarem o quanto estão felizes pela chegada dele. Vai que vem mais em breve?
ps.2: Nunca mais avisei isso, mas meu wattpad raramente consegue responder algum comentário, mas isso não me impede de me deliciar com o que vocês escrevem aqui. Leio tudo! <3

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Quando me formei como advogada, sabia que teria de lidar com casos diversos e muitas vezes absurdos em uma tentativa de fazer o melhor para o meu cliente. Mas era eu quem estava por trás dos processos. Era eu quem representava meu cliente, fazia exigências, tentava um acordo que lhe agradasse e defendia seus interesses, mesmo que alguns deles fossem um tanto bizarros. Só que naquele instante, eu era o outro lado.

Aquela história de experimentar do próprio veneno não poderia ser mais verdadeira. E a cada paragrafo lido, cada clausula escrita, eu não poderia me sentir mais estupefata ou insultada. Era absurdo. Ridículo. Um contrato tão grotesco e grosseiro, como o outro lado e não poderia ser nem mesmo considerado realmente. Não tinha como aquilo ser legal.

— Eu não vou assinar isso. — meu tom era chocado, combinando completamente com a forma como me sentia diante daquilo tudo.

— Não vamos perder tempo com seus comentários que não vai nos levar a lugar algum — a voz de Taddeo era cínica e tinha tudo a ver com o ar debochado que ele me encarava naquela mesa em que nos reuníamos com seus advogados. Alguns deles me conheciam para, no mínimo, me fazer sentir envergonhada por estar naquela situação. — O contrato é esse, Eva. Querendo ou não, são essas as minhas exigências. Se você não quiser assinar, não tem problema algum. — ele me olhou ainda mais profundamente enquanto continuava: — Na verdade, talvez seja até melhor que não aceite, porque não vou ter que te suportar por um só dia e ainda terei o maior prazer em levar essa história para os tribunais, lhe tirar meu filho e fazer com que ele seja poupado de saber da sua existência.

Engoli o bolo da minha garganta, tentando ignorar aquela dor que apenas ele parecia ser capaz de infringir. E ignorei, mais uma vez, talvez ainda as primeiras de muitas, afinal, o contrato tinha validade de um ano e porque era o que eu precisava fazer para tentar consertar tudo.

Uma semana se passara desde que bati em sua porta para contar sobre minha gravidez e desde que ele jogara na minha cara que eu havia conseguido o que queria, não havíamos nos visto, porque, segundo ele, estava trabalhando no acordo nupcial para que o enlace matrimonial acontecesse. Taddeo tinha em suas mãos a comprovação da gravidez e eu tinha comigo uma mãe que ficara exultante com a minha ideia de "golpe da barriga", me fazendo exigir alguma coisa em troca do casamento.

Embora, no fundo, sonhasse que aquilo entre nós fosse diferente, aquele contrato nupcial absurdo ainda era minha melhor alternativa. Não importava que suas exigências matrimoniais fossem ridículas, eu precisava daquilo. Afinal, eu receberia uma quantia quase astronômica pelo casamento com o mais velho dos Caravaggio e da família dona de uma das maiores fortunas da nobreza, não apenas campaviana, mas também de outras monarquias. Casar com Taddeo me daria o suficiente para tirar minha família do buraco sem fundo que estávamos em meio as dívidas e também me trazer algo que almejava a vida toda: liberdade. E, novamente, não deveria me importar nem um pouco com o furor e revolta que cada paragrafo me causava.

Uma Mentira Quase Nobre - Completo até 08/11Onde as histórias ganham vida. Descobre agora