37 acusada

1.2K 199 8

Antes do capitulo, eu gostaria imensamente de agradecer a todos que estão lendo essa história,  apesar de não ter muita gente por aqui, kkkk.

TatianeEstevesSilva
stelarcestini
Que eu percebi estar
acompanhando tudo, e votando na história. E todo os outros que também acompanham, meu muito obrigada!!
Essa é a primeira história que escrevo, ela não tem rascunho algum, então eu vou criando tudo na hora...enfim,  se vcs puderem me  me dar algumas dicas e sugestões eu vou ficar bem feliz.

---------------------------------------

- ora, sua insolente! como ousa falar assim comigo?

No meu momento de fúria,  não me preocupei com quem estava ao meu redor, só me levantei e fui em direção aquela babá maldita que ousava me insultar em minha própria casa, em um momento tão impróprio.

-calminha, milady. - o chefe da guarda fala enquanto um dos soldados me seguram. Neste momento o conde vem em minha direção e me tira dos braços do guarda, me segurando ele mesmo entre os seus.

- eu via ela maltratando o menino quando estavam a sós.  O chamando de bastardo e dizendo o quanto era um horroroso impecilio para o seu casamento. Em um dos momentos que os observava com cuidado no menino, ouvi quando o repreendeu, ameaçando soltá-lo na mata para morrer.

-cale essa boca imunda!eu gritei descontrolada enquanto ela continuava em meio as lágrimas de forjadas.

-continue - disse o chefe da guvida- senhorita....

-wedelton, sou a babá do menino desde que nasceu praticamente.

- tudo o que for dito, servirá para investigação,  então todos terão voz aqui.-  continuou permitindo que a farsa fosse levada adiante.

- quando ouvi tamanha crueldade, escrevi a minha senhora  a mãe do menino, para que ela voltasse e impedisse tamanha tragédia.  Fiquei com medo de falar ao conde, já que se tratava da própria condessa e eu sou apenas uma criada. Mesmo assim eu a segui ao jardim hoje pela manhã,  e vi quando levou o menino em direção a cabana de caça que era usada pelo antigo conde, que aliás,   também foi marido da atual condessa, mas foi morto por  traição ao próprio rei e já havia colocado a condessa em um manicômio.

Eu poderia ter gritado muitas vezes durante as inúmeras mentiras da mulher a minha frente, mas, estava literalmente sem fala. E mencionar o manicômio,  me lembrou a ocasião em que me defender e gritar me mandaram direto pra lá e eu senti medo. Um medo horrível  que me causou uma tontura. Por sorte que já estava amparada nos braços do conde, que aliás,  estava sem cor e parecia sem fala, assim como eu.

-guardas, vão agora mesmo a procura da cabana de caça do conde!- ordenou o chefe da guarda.- levem algum criado que saiba onde fica, aguardaremos aqui.

A opinião da polícia agora, já não me importava, nada poderia ser provado contra mim, mas a opinião do conde era demasiada importante.  Ver o seu rosto perplexo, sem cor, e sem reação alguma sobre o que aquela mulher falou sobre mim.

-Derek... -minha voz não passava de um sussurro,  mas foi o suficiente para que olhasse novamente pra mim. Fiquei de frente pra ele e segurei o seu rosto entre as mãos. - sabe que não fiz isso, não sabe?não acha que seria dissimulada ao ponto de sairmos juntos quase todas as tardes não é?  Acha que o colocaria para dormir em meus braços  odiando-o por dentro?

Neste momento eu já não conseguia conter as lágrimas e meu corpo todo balançava com os soluços incontroláveis.  Todos os meus medos e toda minha angústia parecia explodir em lágrimas e soluços.

-calma,  meu bem, calma. Eu sei que não foi você,  da mesma forma que sei que não foi ao manicômio por estar louca, sei que não dissimula os sentimentos,  pois posso vê-los em seus olhos, desde a primeira vez que a vi. Vi o seu olhar de medo quando a encontrei, vi seu olhar de raiva quando o rei novamente ordenou que nos casássemos,  vi seu olhar de lealdade ao pedir por sua companheira de viagem, vi seu olhar de alegria com as flores que trouxe, e o de desejo quando estivemos juntos...sei que não é linda apenas por fora, e tive ainda mais certeza disso quando vi o seu olhar materno ao colocar uma criança que não saiu do seu ventre no colo e acalenta-lo até dormir. 

Permanecemos abraçados e eu decidi que assim que isso terminasse, diria pra ele o quanto eu o amava, não importa o que ele sinta por mim, a verdade é que eu o amo tanto que quase sinto o meu coração arder.

a protegida do reiOnde as histórias ganham vida. Descobre agora