VOLUME 2 - O Segredo do Tenente

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CAPÍTULO 4

          Sindar cavalgava ao lado de Allyn; já não galopavam mais, seguiam devagar, dando descanso aos cavalos, no entanto, a Subtenente estava estranhamente tensa.

          — Não se preocupa, eles vão ficar bem. — Sorriu.

          A mulher morena a encarou com firmeza.

          — Não tenho tanta certeza.

          Pega de surpresa pela reação da companheira, ela tentou sorrir.

          — São o Edwin e o Eastar lá, eles dão conta.

         Allyn arregalou os olhos.

          — Ó, não é disso que estou falando.

          — Então o que foi?

          — Tenho medo de que eles não nos encontrem de novo.

          — Bem, é só seguir a trilha... realmente, tem algumas partes apagadas, mas eles conseguiriam ver as marcas dos nossos cavalos.

          Ela olhou para trás, vendo Remus e os garotos seguindo-as e a nuvem de poeira que as montarias criavam, martelando a terra seca.

          — Princesa, você não está entendendo. — Allyn chamou sua atenção. — O Edwin tem o pior senso de direção do mundo!

          — Você não pode tá falando sério.

          — Por que você acha que cavalguei ao lado dele todo o percurso até agora?

          — Eu... pensei que vocês gostassem de andar juntos.

          A mulher morena levantou as sobrancelhas, Sindar pôde perceber o rubor que começava a aparecer.

           — Não... bem... também.... Mas é obvio que não foi só por isso! — Engasgou.

          — Bem... acho que isso ferra um pouco as coisas...

* * *

          Eastar e Edwin andavam pela trilha, cabisbaixos e em silêncio.

          O estelar mordia o lábio inferior, sem saber como começar a falar.

          — Edwin... ah... me desculpa.

          O tenente suspirou.

          — Não se culpe. Eu fui o responsável. — Ele coçou a nuca. — Você pode ter treinado por muito tempo, mas tudo que sabe sobre batalhas ou guerras é teórico. Eu devia ter percebido isso.

          — Mesmo assim, se eu tivesse feito o que você disse...

          — O Jaime estaria aqui? — O sirion de olhos vermelhos interrompeu, encarando o jovem. — Talvez sim, talvez não. Talvez ele já estivesse com a reserva no limite.

          — Mas se ele não tivesse lutado contra o cara que derrubei...

          — Olha, Eastar. Eu deveria conhecer os limites dos meus soldados. O Jaime estava sobre a minha supervisão. Eu falhei com ele duas vezes.

          — Duas?

          — A primeira por tê-lo chamado pra emboscada conosco. A segunda por não ter conseguido matá-lo.

A Crônica de EastarLeia esta história GRATUITAMENTE!