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O caso que irei contar aqui a vocês foi o mais complicado que tive em todos os meus anos de detetive particular. Um caso que até hoje permanece sem explicação alguma. Tenho minhas teorias sobre o acontecimento, mas se eu contar à alguém, irão me chamar de doido ou lunático. Por isso estarei escrevendo aqui para vocês.

Tudo começou em uma madrugada de quinta para sexta, coincidentemente era uma sexta treze. Seu Agenor ao chegar do serviço de madrugada encontrou o corpo de sua esposa, dona Célia, debruçado sobre a mesa da sala, parecia que estava tirando um cochilo. Ele tentou acordá-la, mas sem sucesso algum. Depois de alguns instantes ele percebeu que sua esposa estava morta.

A autópsia do corpo de Célia não revelou nenhuma causa ou sintoma relevante sobre sua morte. Agenor disse que sua esposa não tinha nenhuma doença, que seu estado de saúde era melhor do que um maratonista. Disse também que não haviam motivos para ela tentar se suicidar com algum tipo de veneno e nem que alguém poderia ter feito algo para ela, que, segundo Agenor, Célia era uma pessoa que estava sempre de bem com a vida e era amiga de todos que conhecia.

Depois de alguns meses e nenhum resultado, seu Agenor veio a minha procura, me contou todo o caso e pediu para que eu fosse atrás de mais alguma pista, já que segundo ele, os policiais que investigaram eram, digamos, que um pouco preguiçosos e não trabalharam com muita vontade.

Achando que seria mais um caso fácil, ganhar um dinheiro apenas para dizer o que já se sabia, eu aceitei. Eu estava totalmente errado.

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