¤ Capítulo 6 ¤

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"Você já sentiu que ia morrer? Que não havia nenhuma maneira de suportar a vida?"

"Você já sentiu que ia morrer? Que não havia nenhuma maneira de suportar a vida?"

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¤ Capítulo 6 ¤  

Sua cabeça doeu, seu estômago estava revirando, estava tão enjoada, e sua testa soava. A bile subiu por sua garganta de repente e ela correu para o banheiro.

— Você está bem? - Hyde perguntou da porta do recinto, assustando-a.

— Não é da sua conta - respondeu a garota em meio a uma ânsia de vômito.

Quando finalmente pareceu que ela não tinha mais nada para pôr para fora, levantou a cabeça. 

Jack ainda estava ali, encarando-a, os braços cruzados e o cenho franzido.

Ana inspirou o ar devagar e se levantou do chão.

Foi até a pia fora do banheiro, e escovou os dentes, sob os olhares de Jack.

— O que você tem? - ele perguntou.

— Não sei - respondeu, mal humorada, o coração apertando.

O homem se virou e saiu sem dizer mais nenhuma palavra. Ana se jogou na cama e encarou o teto.

Como ela ia sair dali, se mal conseguia se aguentar em pé?

Ela não sabe qual foi o momento, mas acabou caindo num sono sem sonhos - felizmente - e acordou com o som das correntes.

— Ela está aqui - disse Hyde para alguém enquanto Ana se sentava. - Está acordada? - ele perguntou aparecendo em seu campo de visão.

Uma mulher vinha atrás dele, olhando-a desconfiada.

— Quem é ela? - Ana perguntou, olhando para a mulher.

— É uma velha amiga. Ela vai descobrir o que você tem.

— Nos deixe a sós - a mulher disse de forma autoritária.

— Claro que não - ele foi irredutível.

— Se quer que eu saiba o que a menina tem, precisa nos deixar a sós.

Ele revirou os olhos e saiu bufando.

— Então, à quanto tempo? - a mulher perguntou, com cabeça baixa e os braços cruzados.

— A quanto o quê? - Ana ficou confusa.

Ela revirou os olhos.

— A quanto tempo está grávida? - ela sussurrou, impaciente, se aproximando da cama.

A morena engoliu em seco, sentindo o coração disparar, os olhos arregalados.

— Não sei do que está falando - disse Ana.

— Não se faça de inocente. Eu posso falar para ele ou posso te ajudar. Você é quem decide.

— E como você pode me ajudar? Você faz parte disso tudo!

— Não faço parte de nada. Só não me meto em assuntos que não são meus. Agora, eu tenho uns comprimidos que podem te ajudar. Você não tem barriga, deve está bem no comecinho. Com certeza não vai nem sentir.

— Não vou sentir o quê?

— Menina, o que você tem na cabeça? Estou falando de aborto. Será espontâneo - a mulher murmurou impaciente.

— Não vou abortar - disse decidida.

Aquela mulher era louca.

Nem mesmo quando viu os testes darem positivo, Ana cogitou um aborto. Tudo bem, que ela não pretendia ficar com o bebê, mas ela planejava dá-lo para a adoção. Ou para um casal que não pudesse ter filhos.

— Você é realmente burra. O quê? Acha que ele não vai perceber? Ou acha que vai sair daqui? Não tente a sorte com ele. Logo ele verá sua barriga, e será pior para você.

Ela não queria pensar naquilo.

Nenhum sequestrador gostaria que a prisioneira estivesse grávida.

— Por que eu estou aqui? – perguntou.

— Não sei. E também não quero saber.

Ela falava tão baixo que Ana mal conseguia ouvi-la.

Respirou fundo. Ela ainda esperava sua resposta, impacientemente.

— Não conte a ele, por favor - pediu.

Ela umedeceu os lábios e passou a mão pelo vestido amassado.

— Você parece ser uma boa garota, mas vai se machucar feio se não fizer o que ele quer. A partir de agora você não tem escolhas, livre arbítrio ou qualquer tipo de comunicação com o mundo - ela disse de forma gentil.

— Quem é ele? - perguntou a morena.

— Um dominador.

— Dominador de quê?

— De mulheres.

As correntes na porta foram puxadas e nós duas nos encaramos. Ela lhe estendeu um comprimido e o colocou no bolso de seu casaco.

— Você decide - ela sussurrou e a porta se abriu.


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Sequestrada - Número 1970Leia esta história GRATUITAMENTE!