¤ Capítulo 4 ¤

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"Tudo que acontece uma vez poderá nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, certamente acontecerá uma terceira."

¤ Capítulo 4 ¤

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¤ Capítulo 4 ¤

Ana ainda tinha o celular na linha de emergência quando o homem entrou na sala de estar.

— Estou mandando uma viatura - a mulher no telefone disse.

A respiração de Ana acelerou quando o outro se aproximou.

— Me dê o celular, querida - pediu ele.

Ana se assustou com o tom de voz, era cadenciado e gentil demais para uma pessoa com a expressão tão macabra.

A garota não conseguiu se mexer, ele se aproximou mais e mais, até que ficou a centímetros de dela.

Ana não respirar, seus pés paralisaram. Tudo paralisou. Ela precisava se concentrar em respirar, em seu peito subir e descer mesmo contra sua vontade.

— O celular - ele sussurrou, tirando-o de sua mão.

Ele colocou o aparelho em seu próprio bolso, sem desviar o olhar dos da menina.

— Que-quem é vo-você? - Ana tentou perguntar.

Ele sorriu de novo. Era um sorriso macabro, totalmente horrível, como se ele estive pronto para estripar alguém, mas sem tirar aquele sorriso demoníaco do rosto. Medo nem começava a descrever o que Ana estava sentindo.

O som da sua respiração era audível, ela se sentiria envergonhada se tivesse respirando daquele jeito perto de algum garoto que ela gostava, mas ali, naquele momento, a morena pouco se importava para o jeito, apenas continuava com o processo difícil que era se concentrar em respirar.

Ele tocou seu rosto, Ana ainda ajoelhada no chão. O toque pareceu despertar a garota para o perigo, e ela correu. As escadas nunca pareceram tão longe e tão longas, mas ela chegou lá, lembrando-se de Teddy dormindo no primeiro quarto do corredor, o desespero aumentando num nível hard.

Mas ela não chegou lá, as luzes apagadas dificultaram seus passos nos degraus, porém, antes que caísse depois de um tropeço, o homem já estava atrás de si, segurando-a pela cintura enquanto a outra mão abafava seu grito contra sua boca.

— Não faça... Não faça isso - ela pediu contra a mão coberta por uma luva de couro do homem. seu corpo automaticamente tentando sair do aperto do outro.

Ele inclinou a cabeça para o lado, apertando sua cintura agressivamente, a outra mão pressionando-a até que sua cabeça estivesse contra seu ombro.

Ana parou de respirar novamente.

— Já está feito, minha querida - ele sussurrou.

Uma única lágrima escorreu por seu rosto, e de repente sua cabeça estava muito pesada, e ela começou a se sentir perto do chão, mas o impacto não chegou. Claro que não chegou.

Sequestrada - Número 1970Leia esta história GRATUITAMENTE!