¤ Capítulo 3 ¤

Começar do início

Ana não havia reparado muito, seu coração ainda estava na boca por Teddy, mas sabia que o homem era bonito.

A garota balançou a cabeça e colocou Teddy no chão.

_ Você nunca mais faça isso, entendeu? - repreendeu-o. - Podia ter se machucado!

O menino teve os olhos se enchendo de lágrimas e Ana fechou os olhos por um segundo antes de abraçá-lo.

_ Não, não precisa chorar, está tudo bem. Só não conta isso para a mamãe.

Os três voltaram o caminho que seguiam: o de casa. E Lindsay não conseguia esquecer o motorista.

_ A gente podia ter falado que Teddy não estava bem, e ele iria dar o número dele para caso poder fazer alguma coisa...

_ Lindsay, para, já foi - Ana murmurou, não acreditando naquilo.

_ Nós encontramos um deus grego e deixamos ele ir embora. Como fizemos isso? Como deixamos ele passar? Como você não pensou em nada?

_ Ah, não sei, porque o meu irmão quase foi atropelado.

_ Ai, pequeno Teddy, você deve ser um ímã, lembra daquele cara da lanchonete em que ele derrubou o milkshake?

_ Sim, você namorou com ele por dois meses até que decidiu que queria voltar a namorar um dos jogadores da escola - Ana revirou os olhos.

As duas pararam na esquina, era a curva em que uma rua ia para sua casa e a outra para a de Lindsay.

_ Vamos sair mais com Teddy, o Josh já não é mais tudo isso. Preciso encontrar aquele deus grego de novo.

_ Não vamos sair procurando por aí.

_ Eu estou com a placa do carro memorizada na cabeça.

_ E o que vai fazer? Procurar ele no banco de dados? É do FBI agora?

_ Ainda não sei o que vou fazer, mas que eu vou procurá-lo, eu vou.

Ana suspirou.

_ Okay, eu tenho que ir, nós ainda temos a festa da Kappa ZT, e eu preciso sair sem que minha mãe saiba.

_ Falou, até depois. Até mais, pequeno Theodore - a garota apertou a bochecha do menino, que se esquivou dela.

_ É Teddy - corrigiu mal humorado, fazendo as duas rirem.

Ana seguiu com Teddy para casa.

Os dois entraram pela porta dos fundos, pois Ana havia seguido pela rua detrás e estava com preguiça de virar tudo apenas por um porta.

— Mãe? Cheguei! - gritou, enquanto trancava a porta e Teddy já corria para dentro.

A garota ouviu a voz animada de Theodore mostrando seu carrinho e também a tatuagem legal de rena que havia feito em seu braço - um dragão em homenagem ao seu desenho preferido - enquanto subia as escadas em direção ao quarto.

Tomou um banho demorado, ficou de roupão esperando a hora passar, pintou as unhas do pé de vermelho, fez uma escova no cabelo e prendeu-o para o caso de sua mãe aparecer em seu quarto de repente e vê-la com o cabelo arrumado, e separou algumas peças de roupa em cima da escrivaninha, onde poderia esconder.

Odiava não ter trancas!

Sua mãe não a deixava ter tranca nem mesmo no banheiro do quarto.

Privacidade? O que era isso?

Às 22h, sua mãe lhe deu um beijo de boa noite, intimando-a a dormir também pois já estava tarde, e colocar uma roupa pois iria ficar doente.

Sequestrada - Número 1970Leia esta história GRATUITAMENTE!