¤ Capítulo 3 ¤

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"A vida é fina e frágil como papel: qualquer mudança repentina pode rasgá-la."

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¤ Capítulo 3 ¤

14 de novembro de 2016 - Nova Iorque

No sábado, Ana havia passado a tarde depois da escola no shopping com Lindsay - sua melhor amiga - e Theodore. Ele não queria mais o helicóptero então comprou um carrinho.

Bom, pelo menos o carro não seria quebrado no teto.

Então talvez durasse mais tempo.

Ana deu uma passada na biblioteca principal, e pegou o livro que precisava para o seminário que teria em duas semanas.

Ana, por um segundo, soltou a mão de Teddy para pegar o celular que tocava sem parar em sua bolsa, mas foi o suficiente para o garoto correr para atravessar a rua quando o sinal ainda estava verde, por não ter nenhum carro a vista.

_ Teddy! - foi Lindsay quem gritou.

Ana olhou para cima, em direção ao irmão, o coração esquecendo o que é bater até que o Audi SUV prata parou antes de atingir o menino.

_ Ai, meu Deus - a morena não conseguiu respirar até perceber que Teddy estava realmente bem.

A rua, mesmo já no fim da tarde, se aglomerou enquanto as pessoas paravam para olhar.

O motorista saiu do carro, e foi até Ana que estava ajoelhada em frente ao irmão.

_ Ele está bem? - perguntou o homem.

Ana encarou-o debaixo, pegando Teddy em seu colo, que segurou o carrinho e o controle remoto contra o peito, enquanto o outro braço passava por seu pescoço.

_ Sim - respondeu ela, Lindsay ao seu lado, tocando as costas de Teddy. - Obrigada... Muito obrigada.

O homem balançou a cabeça e a entregou o livro que ela havia deixado no chão.

A garota olhou para a mão de Lindsay, que segurava seu livro, e percebeu que era seu caderno que deveria ter caído da bolsa.

_ Tem certeza de que ele está bem? - perguntou o outro enquanto Lindsay pegava o caderno de sua mão.

_ Sim, foi só um susto. Ele está bem sim - falou enquanto beijava o cabelo de Teddy. - Obrigada de novo... - disse antes de se virar e voltar para a segurança da calçada.

_ Que gato! - disse Lindsay, acompanhando-a e claramente olhando para trás, para o homem, sem pudor algum.

_ Para de olhar, meu Deus! - Ana repreendeu, mas deu uma olhadinha rápida.

O homem estava entrando em seu carro, o porte alto e forte não sendo perdido nem por um segundo.

Bonito.

Sequestrada - Número 1970Leia esta história GRATUITAMENTE!