Capítulo 3 (Parte II) - Taddeo

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Oi, amorecos!

Desafio dado, é desafio cumprido! rs Adorei a participação e dedicação de vcs mais uma vez. Vamos fazer isso mais vezes?

Esse capítulo é onde todo começa a acontecer. Onde basicamente se desenrola e temos uma ideia geral do que haverá nos próximos. Tenho que dizer: fiquem atentos aos detalhes!

Então deliciem-se com nosso Futuro Duque!

^^

ps.: Quero muitos comentários para saber o que vocês acham e mostrarem o quanto estão felizes pela chegada dele. Vai que vem mais em breve?
ps.2: Nunca mais avisei isso, mas meu wattpad raramente consegue responder algum comentário, mas isso não me impede de me deliciar com o que vocês escrevem aqui. Leio tudo! <3

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Depois da conversa com minha irmã e cunhado aquela tarde, não esperava ter de falar sobre Eva outra vez tão cedo, quiçá ter o desprazer de encontrá-la. Não estava preparado para aquele encontro. Não estava preparado para enfrentar meu pior pesadelo. Não quando as feridas pareciam tão abertas a cada vez que estava em sua presença.

Quando se viu em minha frente, ela parou de repente, um tanto incerta, talvez insegura, sobretudo mexida, ainda assim não consegui ignorar o prazer de olhá-la por completo. Os cabelos ruivos de Eva pareciam emoldurar o rosto de feições delicadas e perfeitas, acentuando os olhos azuis, conferindo-lhe um tom mais forte e tempestuoso, que um dia me apaixonei.

Ela era de baixa estatura, magra, mas com algumas curvas, que tornavam seu corpo delicioso e altamente convidativo. Qualquer um que não a conhecesse como eu, diria que era angelicalmente linda, embora houvesse sensualidade ardente, que sempre faria qualquer um desejar sexo selvagem.

Sem que que pudesse me conter e contra minha vontade, obviamente, minha mente se lembrou de seu cheiro antes que ele chegasse até minhas narinas, assim como senti minhas mãos formigarem, lembrando-me da maciez da sua pele sob minhas mãos, mesmo quando estava longe, bem longe de tocá-la. Impossível ignorar a lembrança de uma pessoa que fantasiei e que jamais teria. Dona dos meus sentimentos e recordações mais viscerais. Tão reais e profundas. Tão vis e cruéis. Não importava o quanto dizia odiá-la, tudo dentro de mim ganhava vida com sua mera presença. E quando não estava com ela, as coisas pareciam simplesmente não fazer sentido para mim. Algo como viver sem realmente fazê-lo.

Embora parecesse incerta e longe da sua zona de conforto, Eva foi a primeira a falar, o que eu agradeci, porque não confiava em mim quando se tratava dela:

— Olá, Taddeo.

Apenas pensar que ela podia agir com naturalidade para comigo já me parecia absurdo. Especialmente quando ela veio até a minha casa, sem um convite, como se sua presença fosse bem-vinda e não ao contrário, o que era o caso. Por isso foi impossível não sentir a irritação tomar conta de mim. Impossível não sentir a necessidade de me defender e proteger da pessoa que mais parecia me fazer mal na vida.

— O que veio fazer aqui, Eva? — fui seco, sequer abri a porta por completo antes de perguntar. Não deixaria que entrasse. Não permitiria que invadisse minha casa, muito menos a minha vida outra vez.

— Não vai me convidar para entrar? — apressou-se em perguntar, mordendo em seguida o lábio em apreensão. Sua voz era doce, bem como seu olhar. Mas eu não me deixaria enganar.

— Não. — direto outra vez, ergui uma sobrancelha para ela, aumentando seu já elevado desconforto, que parecia se espelhar ao meu, embora fizesse o possível para escondê-lo.

Uma Mentira Quase Nobre - Completo até 08/11Onde as histórias ganham vida. Descobre agora