capítulo único (talvez)

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Se eu tivesse que ser um doce, eu seria um pirulito azedo que chupei na quarta série.
Por que? Bom, pois eu sou amarga no começo, mas quando chega no final eu sou um doce.
Basicamente, não julgue meu humor ácido, eu sei que é falta de educação, mas eu não consigo ser educada com gente que eu não conheço... Ou com minha amiga.
Mas, se fosse para ser um tipo de doce, sem especificar, eu seria aquelas balinha de gelatina. Por que? Não faço a menor ideia. Talvez, aquelas em em forma de cobra, pois elas não se decidem que cor são e eu sou muito indecisa.
– Bom, eu acho.
– O que?– disse minha colega de quarto, que tentava se arrumar para uma festa, me tirando de meus devaneios.
– Como?– respondi confusa.
– Você falou "bom eu acho" do nada!– ela praticamente gritou, e eu joguei um travesseiro nela.
– Eu tava pensando alto...– disse e me joguei na cama, rindo da minha estupidez.
– Talvez por isso que eu seja sua única amiga...– ela sussurrou, revirando os olhos.
– É, e talvez seja por isso que eu sua única amiga. De verdade.– disse e ela jogou o travesseiro de volta em mim, falando para eu "calar a boca".
– Ei! O vestido rosa ou a calça azul?– ela disse me mostrando as peças.
– Nenhum! Se não me engano, você foi nas últimas festas da Ruby com essas roupas.
– Ih, é mesmo!– ela jogou as roupas no armário dela (vulgo savana) e me olhou com olhos pidões. - Serena, me empresta alguma daquelas roupas que sua mãe te dá mas você nunca usa?– Ela fez a sua melhor imitação (horrível) do gato de botas e eu revirei os olhos.
– Pega o vestido preto e combina com o casaco vermelho, ele não é tão quente e você pode usar aquelas botas que comprou semana passada.– disse e sorri, lembrando dos ensinamentos de minha avó.
– Meu Deus! Você é muito gênia! Onde que você aprendeu tudo isso mesmo?– ela disse, indo em direção ao meu armário.
– Ah... Com uma pessoa aí.– ela revirou os olhos e murmurou algo que não entendi.
– Não sei, não parece ser seu estilo, nunca vi você sair ou algo do tipo.– eu ri e revirei os olhos.– Qualé! A gente é amiga há quatro anos, eu mereço saber...– ela disse enquanto pegava as roupas no armário, e se virou para mim quando acabou de falar. Eu neguei com a cabeça e ela revirou os olhos.
– Anna, Anna. Ainda não aprendeu que tem coisas que precisam ficar no passado?– eu disse e ela se virou para mim.
– Continue negando e escondendo o seu passado e se afogará nele.– ela disse tentando ser inspiradora.
– Que bom que eu sei nadar.– disse e ri, enquanto via minha amiga ir se trocar, que provavelmente revirava os olhos e me xingava mentalmente.

Como eu ia dizendo,
Se eu fosse um doce, acho que seria um chiclete azedo. Pois, por mais que arda, ninguém consegue deixá-lo.

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Esse é um capítulo único até agora, mas se me der na telha eu posto mais...
Obrigada, vote (por favor) e beijos <3
-J.

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