CAPÍTULO 7

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A noite é tudo estranhamente silencioso. Não é como no
Vilarejo, que há trânsito de carros a todo tempo na rua.

Jamais me acostumarei com tudo isso. Jamais!

Não durmo nada a noite. Meras duas horas se muito. Nunca dormi fora de casa. E não imaginava que isso ocorreria agora, hoje.

Ao perceber o Sol nascendo me levanto. Devem ser por volta de seis e meia da manhã. Abro a porta que dá para a sacada e vou para lá. É lindo, a vista do Sol se levantando em meio às nuvens e ao céu escuro e estrelado.

Não sei exatamente por quanto tempo estou aqui. Mas após aproximadamente uma hora que observo o Sol e me troco para o café ouço batidas na porta. Assim que atendo me surpreendo ao ver o princípe, ou melhor, Mayson parado na porta. Está com uma roupa mais simples que a de ontem. Uma calça, sapato e uma camisa social, só. Nada mais.

- O que faz aqui? - pergunto antes de mais nada.

- Vim te acompanhar para o café.

- Sei o caminho.

- O que pelo amor de Deus você tem contra mim princesa? - ele exclama com as mão para cima.

Ele tem razão. O que tenho contra ele? Considerando tudo que aconteceu, nem eu mesma sei. Tive muitas expectativas frustradas. Acho que só joguei tudo que sentia em cima de outra pessoa.

- Desculpe. Não sei o que...

- Tudo bem - ele me interrompe - vamos? Vou acompanha-la até o café da manhã.

Sorrio e saio do quarto. Minha roupa de hoje é tão simples quanto a de ontem. Um vestido cor salmão de setim, com uma renda nos braços, delicadeza e simplicidade.

Ele me oferece seu braço, de pronto não aceito. Mas ele insiste, então entrelaço meu braço no dele. Isso é estranhamente reconfortante. Mayson é estranhamente reconfortante.

- Então, alguma decisão tomada?

Apenas respondo:

- Sim, e você saberá junto com os outros.

Ele esboça aquele sorriso. Acompanho, também sorrindo e digo:

- Obrigada. De verdade.

Começamos as descer as escadas. Além de estarmos com os braços entrelaçados, ele apoia sua mão um pouco acima da minha, com um gesto simples e gentil.

- Harley, eu não fiz nada. Você fez. Eu apenas ajudei.

Abaixo a cabeça com um sorriso nos lábios. Não sei mais o que dizer sobre Mayson. Ele é legal e estranhamente diferente do que achei. Gentil, ouvinte e ouso dizer, bonito. Alguém interessante.

Adentramos a sala onde são feitas as refeições. De cara a rainha começa:

- Vejo que estão se dando bem - só então me lembro de nossos braços. Me solto dele imediatamente. - vamos, sentem-se.

Me sento ao lado de Mayson dessa vez. A mesa é grande. Dez lugares de acordo com minha conta. O rei ocupa a cadeira na ponta principal, a rainha ao seu lado e Mayson ao lado do pai. E agora eu, ao lado dele.

- Então Harley - o rei começa - tomou alguma decisão que gostaria de compartilhar conosco?

Sorrio. Não de alegria, mas de nevorsísmo. O que vou dizer agora será o veredito final. O início de algo novo. Uma nova aventura talvez.

- Bom, sim. Vou ficar - todos me olham contentes. Mas Mayson, me olha com seu melhor sorriso. Seus olhos parecem brilhar mais - Mas... com algumas condições.

- Sim, com certeza. Queremos que aceite o que dissemos, mas estamos abertos ao que você pedir também.

- Okay. Eu não quero ser rainha nem nada desse tipo. Não... agora.

- Por isso tudo bem - o rei começa - Mayson assumirá o trono em breve. E você será princesa regente.

Princesa regente. Não me acostumei com o título ainda e talvez nunca me acostume.

- Mais alguma coisa? - ele continua.

- Meus pais. Quero que eles possam vir aqui quando quiserem.

- Sem problemas.

Sei o quanto isso será difícil. Sei que será uma nossa vida para começar. Uma novo rumo. Se vou conseguir? Não sei. Afinal, o futuro a Deus pertence.

- Pois bem - o rei diz se levantando - Bem vinda á sua nova casa - ele pega folego e diz as palavras que me causam certo... arrepio - Harley Margarete Salvatora.

CONTINUA...












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Bjinhosss 😙

     

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