Capítulo 2 (Parte I) - Eva

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Oi, amorecos!

Desculpem a demora na postagem, mas semana passada estava finalizando um livro e acabei não conseguindo terminar esse. Mas voltamos a programação normal. Ah! No final do capítulo vamos de desafio para próxima postagem?

Então deliciem-se com nosso Futuro Duque!

^^

ps.: Quero muitos comentários para saber o que vocês acham e mostrarem o quanto estão felizes pela chegada dele. Vai que vem mais em breve?
ps.2: Nunca mais avisei isso, mas meu wattpad raramente consegue responder algum comentário, mas isso não me impede de me deliciar com o que vocês escrevem aqui. Leio tudo! <3

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Três meses depois...

— Você acha mesmo que isso é o bastante para cobrir tudo? Nem mesmo as despesas dessa casa. Isso sequer paga os empregados! Não seja ridícula, Eva. — vi minha mãe amassar o cheque com meu salário do mês e mais um adiantamento que eu pedira a meu chefe, depois simplesmente fazer uma bola e jogá-lo em mim como se não fosse nada.

Segurei-me diante sua indiferença em relação a todo meu esforço. Sempre fora assim. Tudo que eu fazia não tinha valor. Engoli em seco, tentando manter minhas próprias lágrimas sobre controle.

— Mas é tudo que tenho, mãe. Pedi até mesmo um adiantamento para meu chefe. Me desculpe por não ter conseguido mais do que isso. — meu pedido de desculpas era sincero, realmente sentia muito por não poder fazer mais, mas não pareceu o bastante para ela.

— Não conseguiu porque é uma anta! — gritou, enquanto me encarava com um olhar que não podia ser algo diferente de nojo. — Nem mesmo conseguiu um bom partido. Ficou a vida toda atrás dos irmãos Caravaggio para que? Para nada! Sequer teve a competência de amarrar um deles! Merece mesmo ficar sozinha!

Não era a primeira vez que ela falava isso. Ou mesmo meu pai enquanto podia falar. Na verdade, minha vida toda fora construída com base em uma criação onde me tornaria uma boa esposa e para isso eu tinha a obrigação de arranjar um ótimo marido. E isso significava não apenas ter um pretendente com dinheiro ou títulos, mas sim abdicar dos meus sentimentos para que isso se tornasse possível.

Anos antes me apaixonei perdidamente pelo Taddeo, mas embora sua família fosse uma das mais abastadas da nobreza campaviana, não parecera o suficiente para meus pais envolver-me com o mais velho dos irmãos Caravaggio. Eles simplesmente almejavam mais do que isso para sua única filha. Aquela em que não importava a ocasião, ainda adolescente era praticamente "oferecida" como cardápio para o nobiliárquico com maior título que houvesse no ambiente.

Meus pais eram terrivelmente contra meu relacionamento com Taddeo, mas por mais que sempre me esforçasse para agradá-los, quando começamos a namorar foi a primeira vez que abri mão da aceitação que nunca consegui, para fazer o que meu coração mandara. Os dias mais felizes ao seu lado, também foram os mais terríveis, pois não havia um só momento em que eles não expusessem seu tamanho desagrado por ter escolhido o descendente de uma família inimiga como namorado.

Até mesmo surras eu ganhara e ainda que me sentisse impotente diante de tudo aquilo, escolhi continuar com ele, pois acreditava que o amor que eu sentia era recíproco. Mas então meu pai me provara que eu não poderia estar mais errada e quando descobri que Taddeo apenas me usara, procurei nos braços do seu irmão não apenas uma forma de me vingar, mas também algo que eu tão desesperadamente procurei desde que os conheci: ser amada.

Obviamente tudo dera errado mais uma vez. Théo não poderia me dar o que ele não sentia e como uma garota mimada, que mendigava qualquer sentimento que era carente, confundi tudo e insisti em um relacionamento sem futuro, que desde antes de começar estava fadado ao fracasso. Nunca fui o bastante para Théo pelo simples fato de não ser o suficiente nem mesmo para mim. E mais ainda, eu não era Stephanne. Era ela que ele amava. Sempre foi.

Uma Mentira Quase Nobre - Completo até 08/11Onde as histórias ganham vida. Descobre agora