Capítulo 14 - O território dos bandidos

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— Eles não param de vir, meu senhor! — gritou o conselheiro enquanto lutava contra dois bandidos ao mesmo tempo.

Após conseguir matá-los, mais três surgiram de cima árvore. Ele começou a lutar contra os novos inimigos, por mais que arfasse e não tivesse tempo para descansar.

O lorde Alonso não respondeu o homem que mais confiava; ele estava ocupado demais lutando.

Em vez de palavras, porém, ele apenas manejou Tetsuko mais rápido, matando outro bandido.

Enquanto o criminoso caia, seu corpo sem rosto se juntava aos inúmeros cadáveres em volta do cavalo do nobre.

Porém, antes que o lorde pudesse descansar sua lâmina e respirar, mais bandidos apareceram.

— Eles não param de aparecer — repetiu Enrique, estremecendo, enquanto erguia sua espada de duas mãos outra vez. — Eles têm a vantagem nesta clareira... estamos cercados o tempo todo...

— Não se preocupe, senhor! — disse um dos soldados enquanto lutava contra um único inimigo. — Protegeremos vocês com nossas vidas!

— Sim! — gritou outro.

— Então é esse o objetivo deles — murmurou Alonso, ignorando o quão cansado estava enquanto erguia Tetsuko.

A luta só ficava mais suja e sangrenta. Enquanto mais corpos eram adicionados às pilhas, os bandidos conseguiam fazer o exército recuar somente com força numérica.

No meio de tudo isso, os criminosos executaram seu plano de separar os soldados de seus líderes.

Aos poucos, eles conseguiram empurrar o lorde, o conselheiro e um pequeno grupo de soldados para uma clareira.

Então a batalha ficou ainda mais feroz.

Eles acham que podem matar o lorde facilmente se ele estiver longe do exército, pensou Tetsuko.

Não importa quantos bandidos Alonso, Enrique ou os outros quatro soldados matassem, mais apareciam por detrás das árvores.

— Igual os boatos — disse um dos soldados, arfando demais. Embora bloqueasse um golpe e revidasse, o medo era claro em seus olhos. —Eles vão lutar até o fim pelo líder...

— Só vai acabar se matarmos todos — disse outro.

— E daí? Faremos o mesmo! Mataremos todos! Faremos com que paguem por aterrorizar o povo! — gritou o maior de todos os soldados.

Energizado por suas palavras, ele girou o martelo com ambas as mãos. Ele bateu na cabeça de um bandido com quem lutava, matando o homem imediatamente.

Mas, antes que pudesse virar-se para o próximo inimigo, outro bandido apareceu e o esfaqueou nas costas.

Ele urrou e correu para trás, empurrando e prensando a bandida contra uma árvore. O maior dos soldados matou a mulher, mas caiu de joelhos no instante seguinte.

Sangue escorreu de sua boca, e era óbvio; a ferida em suas costas era fatal.

— Não! — gritaram todos os soldados em coro.

Dois correram até ele. Mas o caminho foi bloqueado por um novo inimigo; ninguém teria tempo para lamentar a morte do companheiro.

Mais bandidos surgiram, tentando tirar vantagem da situação.

Dois se esgueiraram por trás do soldado mais próximo do companheiro que morria.

Por um instante, eles quase conseguiram matar mais um.

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