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Começar do início

— Primeiro: Jungkook, até com teu namorado tua moral é zero, uh. — disse, e eu quase respondi um "ah, não me diga?". — Segundo: como assim, irmão?

Dei sinal para o ônibus, e subi, paguei minha passagem e logo me sentei. — O Yoongi tá preso, certo?

— Se a gente tem alguma certeza na vida, é de que sim, o Yoongi tá preso — respondeu-me.

— Bom... ele precisa ser solto imediatamente, pois está jurado na cela. Nós fomos pedir ajuda da família dele, e adivinha? — ri forçado. — O primo dele disse que nos ajudaria... se pudesse jantar com o Jimin.

— Quê? — perguntou, e eu só suspirei. — Porra... sai mel pela uretra do Jimin?

Fechei meus olhos, choramingando. — Pior que sai, hyung... bem docinho.

— Tá!, e você? — quis saber.

— Ah!, eu "foda-se", ye, foda-se o Jungkook! Esse OTARIO! — ralhei enquanto respondia.

— Que merda, cara... nossa, se pedissem pra sair com o Jin, eu seria capaz se atacar uma pedra e sair correndo. — disse. — Então, você vai ficar em casa até ele voltar?

Eu devia.

— Hm... não. — disse-lhe. — Eu tô dentro de um ônibus.

Ele ficou um tempo em silêncio, mas então disse: — Você vai aprontar, né?

— Eu? — pus a mão no peito, indignado. — O quê? Não!, nossa, Namjoon... como pode pensar assim?

— Vai dar merda — avisou. — O que você vai fazer?

Me encolhi no banco, meio que formando um bico. — Vou só dar uma olhadinha e voltar pra casa.

— Você não sabe a hora de parar mesmo, né? — o ouvi suspirar. — Se um dia o Jimin capar seu saco, não diz que eu não alertei.

— O Jimin nunca iria capar meu saco — disse. — Ele ama meu saco, ok?

— Haja amor — resmungou. — Tudo bem, eu vou levar o Jin pra jantar antes que ele comece a reclamar.

— Vai lá, aproveita que seu namorado sai com você e não com um cara chamado "Chupetinha". — o respondi. — Tchau.

— Vê se não caga no pau — pediu. — Tchau.

Eu encerrei a ligação e abaixei o celular, me encostando na janela, me restando apenas esperar que o ônibus chegasse logo lá.

Assim que ele adentrou o terminal e estacionou, eu me levantei e desci, procurando por Kris em volta. Não demorei a encontrá-la, em um canto com um cara.

Chegando perto, eu pude ouvir: — Só 14 mil won (50 reais)? Mas que pobreza, garoto. Minha vagina não vale tão pouco.

— É isso ou nada, não tenho mais dinheiro — o rapaz lhe disse.

— Ah, então sai daqui, seu mendigo — ela o empurrou pra longe. — Vai trabalhar, pedir ajuda do governo, vai, com esse valor tu não come um X-tudo e muito menos minha perereca.

— Nem quero essa tua perereca também! — o cara ralhou.

— Minha perereca que não te quer — ela mostrou o dedo meio, e só então me viu. — Jungkook!

— ... oi — acenei.

— E aí? Pronto pra fazer uma cagada? — me perguntou, começando a me guiar para outro ponto. — Eu não quero um trabalho infantil, eu só saio de casa se for pra criar um caos.

— Olha, a gente vai só vigiar — expliquei.

— Podemos vigiar com uma escopeta apontada pra cabeça deles?

Sunboy {jikook}Leia esta história GRATUITAMENTE!