Capítulo Seis - Aventura

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Danielle desceu a escada de madeira do alçapão na ponta dos pés, sentindo a cada degrau seu coração bater com mais e mais força. A cada degrau vencido, a música clássica que tocava parecia mais alta e penetrava em seu peito, em batidas fortes e rítmicas. Estava escuro e ela forçou os olhos para tentar enxergar; a única luz – o quadrado luminoso pelo qual entrara, no entanto, estava ficando cada vez mais distante.

Ela sentia a cada minuto que aquilo era loucura, uma imensa insanidade. O que ela estava fazendo? Onde tinha deixado seu juízo? Poderia acontecer qualquer coisa com ela, não? Mordeu os lábios com força, abraçando-se, como para se proteger, as mãos atadas cobrindo os seios nus. Ela não conhecia aquelas pessoas. Ela não conhecia Adrian.

As fantasias são uma maneira de sermos livres para o prazer.

Ela ouviu a voz de M em sua cabeça. Era uma aventura, só isso, não? Mas parecia tão real... ela se lembrou do prazer que acabara de sentir. Ele também fora muito real, assim como o medo que a assolava agora.

Danielle venceu o último degrau e pousou devagar os pés em um chão ainda de madeira gelada. Estava muito escuro, e ela se encolheu cada vez mais. Estalou a língua, sentindo a boca seca e amarga, até que uma luz intensa veio do teto, vinda de holofote. A luz incidiu diretamente nela, e Danielle se retesou, fechando os olhos, desacostumada à claridade.

- Achei que você nunca fosse descer, Fênix – disse uma voz rouca masculina.

- Adrian?

- Eu gosto desses jogos. Você não?

Sim, era ele. Ela sentiu seu perfume almiscarado antes de tudo. A respiração dele esquentou sua nuca e Danielle fechou os olhos por um instante, lembrando-se dos lábios dele lambendo seu gozo há alguns minutos. Os mesmos lábios que agora tocavam e lambiam o lóbulo de sua orelha languidamente, quase preguiçosamente.

- O medo, a ansiedade, o desconhecido... – ele sussurrou. – Tudo isso aumenta o prazer. Hoje você vai sentir um prazer que jamais sentiu antes, minha Fênix.

Ela se arrepiou com sua voz, sua respiração tão próxima. Oh, meu Deus! Novamente, ela sentiu sua vagina se contraindo, algo quente e molhado escorrendo melando suas pernas. Estava excitada... de novo. Como era possível? Ela nunca, jamais, teve mais de um orgasmo em uma noite. Muitas vezes não teve nenhum. E agora estava ali, excitada daquela maneira, com um homem desconhecido que dizia que queria jogar com ela.

Adrian tocou seus lábios delicadamente. Ela o sentia atrás de si, seu corpo a centímetros do seu, seu calor, mas ele se mantinha distante, apenas para torturá-la. Ele pressionou a ponta de um dos dedos na sua boca e Danielle soube o que fazer; devagar, quase tímida, ela começou a lamber seus dedos, até que despiu finalmente do pudor e começou a chupá-lo, imaginando como seria fazer o mesmo com Adrian. Como ele seria? Ela ainda não o tinha visto nu. Será que agora eles transariam? Ela não imaginava que pudesse ficar tão excitada, tão curiosa, tão ansiosa por isso. Chupou com mais e mais vontade o dedo dele, até que ele o removeu de sua boca e, molhado pela saliva dela, deslizou-o pelo corpo de Danielle, até alcançar seus seios.

Em movimentos circulares e lentos, Adrian tocou um de seus mamilos, já muito rígido. Danielle arqueou o corpo, empinando os seios, suspirando, desejando mais, sempre mais. Ele a segurou, encostando seu corpo contra as costas, segurando-a com a outra mão pelo pescoço, apertando-a suavemente, apenas para que soubesse que lhe pertencia. Ela sentiu em sua bunda o membro rijo dele, e sorriu para si mesma: ele estava muito excitado também. Ela tinha algum poder, afinal. Ele a desejava. Mas queria jogar aquele seu jogo íntimo até o fim.

- Você é minha essa noite – ele repetiu – e vou fazer o que quiser com você. Vou enchê-la de um prazer que jamais vai esquecer, minha cara.

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