Capítulo 12 - A espada e o portador

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Tetsuko sentiu quando seu novo portador a desembainhou.

Mesmo sem ver o que acontecia à sua volta, ela soube.

O Nobre de quem não gostava se fora. Em seu lugar estava alguém pronto para lutar.

É como um homem completamente diferente, pensou a alma dentro da lâmina.

Ela sorriria, se pudesse.

Tetsuko sentiu a ânsia pela batalha, pelo sangue a sua volta.

Enquanto abria os olhos e via seu arredores, ela percebeu que todos lá estavam prontos para lutar.

Não... eles não só estão prontos... eles querem lutar, querem cruzar lâminas com inimigos... Querem destruir aqueles os opõem.

Ela era uma ferreira antes de tudo. Depois poderia se considerar uma lutadora.

Mas até Tetsuko podia sentir aquela energia no ar.

Ela fechou os olhos e se concentrou.

Foi fraco, quase como um sussurro, mas ela sentiu a energia.

A mesma energia que residia dentro dela também estava dentro dos soldados.

Embora fosse fraco na maior parte do acampamento, o fluxo de energia era de um vermelho quente e constante.

Eles querem sangue... mas de quem?

Contra quem eles lutarão?

Será... o resto do povo do Fael?

Embora o jovem guerreiro fosse a única conexão que ela tivera neste mundo, Tetsuko não queria que a Tribo da Floresta fosse exterminada.

Mas e se esses soldados estivessem atrás deles... o que uma espada poderia fazer?

O nobre olhou em volta.

A mesma pessoa que dera Tetsuko ao Lorde veio correndo.

— Meu Lorde Alonso — disse o conselheiro, ajoelhando-se.

— Tem alguma informação sobre o esconderijo dos bandidos, Enrique?

— Sim, senhor. Eles têm se escondido em uma pequena floresta ao sudeste daqui. Estavam se disfarçando de mercadores e roubando longe de seu lar. Mas uma das vítimas os seguiu. Ele nos informou e nossos sentinelas confirmaram — informou o conselheiro.

O Lorde assentiu e murmurou, aprovando.

— Excelente. Precisamos atacar assim que pudermos. Não suporto mais este acampamento. As tropas estão prontas? — perguntou Alonso, e o conselheiro disse afirmou breve e firmemente. — Excelente. Então avise para se preparem para marchar.

Não demorou para que as tropas partissem sob as ordens do Senhor.

Ao final da coluna, bem protegido por todos os lados, estava Alonso.

Em sua cintura, solta dentro de uma bainha grande demais para ela, estava Tetsuko.

A espada não tinha mais sangue em si, mas ela podia sentir algo agitando-se dentro dela.

Ela não apreciava essas lutas quando era humana.

Ela recusava sempre que o senhor de suas terras lutava longe e precisava levar um ferreiro consigo.

Eu pertenço numa forja, não num acampamento, ela costumava dizer todas as vezes.

Porém, agora ela não se importava com o frenesi de um exército lutando.

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