O coração de Harry afundou enquanto olhava para a porta fechada. Ele, em uma tentativa desesperada, apertou a campainha mais uma vez. Ele batia os dedos nas pernas de uma forma nervosa, rezando para Louis abrir a porta e estar completamente ileso. Mas isso não aconteceu; Harry ficou parado ali olhando para a porta fechada.

Ele estava prestes a se virar e caminhar de volta para seu carro, quando ouviu o som agradável de porta sendo destrancada por dentro. Ela abriu-se revelando uma idosa que tinha uma carranca estampada em seu rosto.

“Não estou interessada em nada que você está vendendo.” Ela cuspiu e fez um movimento para bater a porta.

Harry parou as ações, colocando o pé no caminho. “N-não. Eu não estou tentando vender nada. Estou à procura de alguém, o seu filho?”

A mulher mais velha inclinou a cabeça para o lado e fez uma careta. “Você conhece o meu filho?”

“Sim, eu sou um grande amigo e preciso vê-lo. Ele está aqui?” Harry tentou empurrar-se para a entrada da casa, mas foi parado por uma mão pequena, porém forte.

“Olha filho, eu não sei o jogo que você está jogando, mas não vou deixar você entrar na minha casa.”

“M-mas ele está ferido”, Harry engasgou, o desespero atando suas palavras.

Esse comentário provocou algo dentro dos olhos da senhora, que de repente parecia assustada. “Ferido? Ah não, ele se meteu em algum tipo de acidente?”

Harry ficou instantaneamente confuso por esta mulher não saber que seu próprio filho anda ferido, Harry achou que provavelmente era culpa do seu pai, mas logo empurrou esses pensamentos de lado.

“Sim, ele estava muito ferido. Eu estava cuidando dele, mas ele fugiu e eu só preciso ter certeza que ele está bem. Ele está bem?”

A mulher mais velha colocou a mão na boca e soltou um pequeno soluço. “Não, oh meu bebê. Eu sempre soube que ele iria se machucar em um incêndio.”

“Um incêndio?” Harry perguntou confuso.

“Eu disse a Joseph para não se tornar um bombeiro, eu sabia...”

“Espere,” Harry disse interrompendo a senhora histérica. “Eu estou falando sobre Louis Tomlinson... É aqui que ele mora?”

“Não”, disse a mulher balançando a cabeça. “Eu não sei quem é. Moro aqui sozinha, o nome do meu filho é Joseph Matthews, ele é um bombeiro.”

“Meu Deus.” Harry levou a mão à boca, chocado, deu alguns passos para trás, deixando as palavras da mulher mais velha afundar em si.

Esta não é a casa de Louis? Esta não é a sua mãe? Louis mentiu sobre onde ele mora?

“Então meu filho não está ferido?”

Harry sentiu suas próprias lágrimas brotando, com medo de que ele nunca mais encontrasse o menino ferido. “E-eu s-sinto muito.”

Harry não esperou por uma resposta, enquanto corria de volta para o seu carro e rapidamente o puxava para fora da garagem. Ele ainda podia sentir as lagrimas que ameaçavam vazar para suas bochechas. Ele estava arrasado, havia procurado Louis por horas e não tinha mais o que fazer, exceto perturbar pobres mulheres. 

Ele voltou para casa, ainda mantendo os olhos a procura de Louis. Ele entrou pela porta da frente de sua casa e Anne deu um pulo do sofá com um olhar interrogativo.

Harry apenas balançou a cabeça.

Anne se aproximou e colocou os braços em torno do filho.

“O que vamos fazer?” Ele perguntou com voz fraca.

More Than Meets The EyeWhere stories live. Discover now