Capítulo 18

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Harry permaneceu na sala, sentado no sofá, rezando para que sua mão falasse alguma coisa que fizesse sentido para Louis, até que ela voltou correndo.

“Ele se foi!” Ela chorou.

Harry se levantou do sofá e olhou para os olhos em pânico de sua mãe.

“O quê? O que quer dizer com ele se foi?”

“Quando fui falar com ele, ouvi a torneira ligada, então eu bati na porta e não recebi nenhuma resposta, então eu abri a porta para vê-lo e ele não estava lá. Ele se foi!” Ela divagava.

“Caramba!” Harry amaldiçoou, virando-se e olhando para a porta da frente em silêncio, perguntando a si mesmo como ele não percebeu o garoto menor saindo.

“A janela do banheiro estava aberta”, explicou Anne. “Acho que ele pulou por aquela maldita janela.”

Harry passou os dedos pelo cabelo dele, quando começou a entrar em pânico. “P-por que ele foi embora?”

“Eu não sei”, Anne sussurrou. “Ele deve ter ficado com medo.”

“Mas ele estava seguro aqui!”

Anne não respondeu, ela apenas olhou para o filho com olhos tristes e preocupados. Harry respirou fundo e de repente foi até a porta da frente. Ele pegou sua jaqueta jeans e as chaves do carro, que estavam penduras em um gancho na parede.

“Onde você vai?” Perguntou Anne.

“Trazê-lo de volta. Eu preciso trazê-lo de volta.”

Anne assentiu com a cabeça. “Tenha cuidado. Vou ficar aqui, caso ele volte. Certifique-se de manter o seu celular ligado.”

Harry lhe deu um aceno de cabeça, virou-se e abriu a porta.

“E Harry”, disse Anne novamente, fazendo Harry virar a cabeça para olhar para trás: “Traga-o para casa.”

-x-

Harry dirigiu por várias quadras com os olhos colados na rua, procurando pelo menino que fugiu.

O menino de cabelos encaracolados suspirou quando finalmente chegou à conclusão de que Louis passou por mais coisa do que seu estado ferido aparentava.

Harry decidiu que era hora de ampliar sua busca. Ele circulou em torno do bairro mais uma vez antes de dirigir para o próximo. Ele verificou todas as paradas de ônibus, alguns cafés, becos e até mesmo um parque; não encontrando nenhuma pista de onde Louis estava.

Onde diabos ele poderia estar?

“Sua casa,” Harry sussurrou para si mesmo, o medo tomando conta do seu corpo. Não havia como Louis ir a pé o caminho todo até lá, certo? Harry passou a mão pelo rosto em frustração.

Por que você iria voltar para lá, Lou?

Seguindo sua mente, Harry virou o carro e foi em direção a casa com a cerca branca. Harry com certeza tinha quebrado todos os limites de velocidade e outras leis de trânsito no seu caminho até o lar; ele só queria chegar lá o mais rápido possível.

Depois de fazer isso em um tempo recorde, Harry encontrou-se estacionado em frente a casa bem conservada que pertencia a Louis Tomlinson. Harry respirou fundo antes de sair do seu carro e ir marchando até os degraus da varanda da frente para a porta. Ele nem hesitou quando tocou a campainha.

Nada.

Harry esperou alguns instantes em silêncio, antes de apertar o botão novamente.

Nada.

More Than Meets The EyeWhere stories live. Discover now