nós II

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Vou deixar de achar que nós é o sólido nada que trava minha garganta e só sai com um choro ácido, amargurado para lhe acompanhar na retirada. Ou que é um revirar no estômago, tão característico de mim quando não sei o que falar -- ou sei e não quero que se faça ouvir. Nada de nó na garganta, na boca do estômago, no fundo da cabeça, embaralhando o que eu sei e o que eu invento.

Agora, nós para mim não "é", somos.

Somos nós. Não nó.

É o entrelaçamento de duas mãos, quatro pernas, cujas extremidades passam uma pela outra.

Pra mim vai ser a primeira pessoa do plural, e mais que isso, a primeira pessoa absoluta, que vem antes de todas as outras.

Nosso "nós", eu e tu, não "eles".

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