capitulo 29

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Boa tarde amorecos!!!!

Desculpem meu atraso,mas dessa vez  a culpa nao foi minha..meu notbook decidiu que não queria funcionar....ai....tive que mandar arrumar...mas nao ficou pronto ainda!!!
Então pra nao deixar voces na mao passei para o celular o que eu tinha em meu caderno e postei.....o capitulo esta pequeno....mas..nem todo capitulo da pra sair grande...rssss.....oremos pra ate o final de semana voltarmos ao normal....
Quero dizer que li toooooodooossss is comentarios e aneeei saber a preferencia de voces......
E quero deixar registrado aqui que minha leitora @heloisacestine comentou nada mais nada menos que quarenta vezez no capitulo 28 .....wowwww... o oscar vai pra ela...bjks pra voce heloisa.  . Agora vamos ao capitulo.....

Ignorem os erros por favor!!!

Hugo

No capítulo anterior...

A campainha tocou me assustando. Olhei no relógio e já passava de uma da manhã. Quem seria a essa hora e sem o
porteiro avisar?
Abri a porta e descobri que a merda agora tinha sido jogada no ventilador...

Seus olhos azuis encontraram os meus e eu queimei. Senti meu corpo esquentar e o rosto pinicar.
A lembrança do corpo dela junto ao meu me invadiu quando passou por mim e o cheiro do seu cabelo chegou as
minhas narinas. Fechei os olhos por um instante e tentei controlar a respiração descontrolada que estava me causando uma
sensação de quase morte.
Fechei a porta e me virei para encontra- lá bem próxima a mim. — Como voc.... — gaguejei. Eu estava nervoso e passando mil coisas na minha cabeça. Ela olhou no fundo dos meus
olhos e não consegui terminar a pergunta que aquela altura não fazia mais diferença. Sai do seu campo de visão indo em
direção ao sofá. — Proibi sua entrada!
— Assim como não atendeu nenhuma das minhas ligações! Quer me matar Hugo? — sua voz embargada fez meu
coração falhar mais algumas batidas.  Veio em minha direção e eu dei um passo para trás.
— Tenho meus motivos para não atender. Devia ter parado de me ligar a muito tempo. — Disse procurando colocar
meus pensamentos em ordem. Ainda tinha a Marina — Merda! A marina!
— Como não tinha Hugo? Estar com raiva e decepcionado é entendível. Mas esse não é você! Não me ouvir é muito
imaturo não acha?
Ela questiona e eu bebo um pouco da bebida em meu copo.
— Não me importo com sua opinião. Nada do que me disser vai mudar minha opinião. !-Ela soltou o ar como se estivesse puxando a calma de algum lugar que com certeza não era ali naquela sala.
— Eu não sou esse monstro que você está pintando Hugo, apesar de me sentir assim muitas vezes! Não conheceu minha história a fundo, portanto não pode entender meus motivos. Eu tive muito medo, um medo tão grande que me senti
engolida por ele! — os olhos cheio de água foi quase um reflexo de como estavam os meus.
Ela não entende que quem está com muito medo sou eu. Dou a vida pelo meu filho, e de repente ver o risco de perde-
lo é desesperador. Posso sim estar sendo imaturo, e talvez muito burro de não ouvi-la, mas não posso correr o risco de
perder meu filho. Eu a amava, isso era fato, mas amava mais ainda meu filho. O cara que é o pai biológico quem me
garantiria que ele não tentaria tirar Yago de mim, afinal, ele também não sabia, eu precisava me resguardar.
— você não me contou! Por que escondeu de mim? Qual era a sua intenção Juliana?
— Nunca quis esconder de você! Foi uma surpresa para mim, um presente da vida, não consegue entender isso? Amo
vocês! Já amava antes de saber de tudo e agora são tudo para mim! Não me tira assim da sua vida, e nem me rouba a
oportunidade que a vida está me dando de ter uma família, a família que sempre sonhei e achei impossível de ter. — Ela se
aproximou e dessa vez eu não me afastei. Não tive forças.
— Estou com saudades e estou sendo consumida por ela. Preciso de vocês, para que a minha vida volte a fazer sentido. — Você fez aquilo que eu mais abomino, ou mais odiei na vida. Tem noção do que é querer ter um filho e não poder?
Sabe o quanto sofri, ou quantos filhos tive que enterrar até chegar em Yago? Sabe o quanto Sofia sofreu? Não sabe. E agora
você quer que eu aceite apenas como obra do destino? Que se dane o destino. Sei que sofreu, mas justamente por ter
passado o que passou é que não devia ter deixado seu filho em um lugar como aquele. E se ele não tivesse sido adotado? E
se você se importava tanto, porque nunca foi atrás dele quando melhorou sua situação? — Eu tinha feito uma promessa á aquela senhora que você mesmo conheceu, e tenho certeza que quando chegou
naquele lugar a primeira criança que ela te mostrou foi Yago. — Disse aos prantos. — eu sentia que ela cumpriria com a
promessa que me fez de fazer de tudo para que ele fosse adotado por pessoas que fossem amar tanto quanto eu o amei.
Eu sorri.
- Amar? Quando amar e abandonar casam-se entre si? — Você só pode estar de brincadeira comigo. — disse tentando achar alguma coerência naquilo tudo — Nada disso
faz sentido.
— Olha pra mim, por favor. — relutei, mas sua voz implorando foi como um imã me puxando até seus olhos. — Não
quero levar Yago de você! Não quero dividir, pelo contrário, quero um espaço na vida de vocês. Preencher o vazio, e me
sentir preenchida por vocês. Não estou exigindo nada. — Assustei-me quando senti seus braços envolverem minha cintura.
— Por favor não me mande ir embora da sua vida! — Senti o calor de sua mão passeando em minhas costas nuas e não
pude evitar um arrepio. Eu a amava demais e quem sabe estava jogando fora a oportunidade de ser feliz. Com as mãos
trêmulas varri seus cabelos e lentamente me aproximei de seu pescoço e inalei seu perfume que era como um anestésico,
fazendo meu corpo adormecer. — sei que me ama e que não faria nada para me magoar — se afastou para me olhar. — apesar de estar decepcionado, sei que não esqueceu em nenhum momento do meu amor por você.
Foi ai que eu levei o segundo tiro da noite. O primeiro foi quando abri a porta e a vi, e agora, foi lembrar-me da merda
que eu tinha feito. Esqueci-me completamente que Marina estava em meu quarto.
A abracei e fechei meus olhos fazendo uma prece para que Marina não aparecesse e continuasse dormindo. A sala se
tornou muito pequena quando ouvi a voz que eu temia ouvir.
— Amor? Você demorou e eu... — eu gelei. Juliana tentou se esquivar do meu braço e eu tentei segurar, porque sabia
que a partir do momento que eu a soltasse teria dificuldades em tê-la novamente. E não é que eu havia a perdoado, ou
esquecido tudo, é apenas que sentindo ela ali nos meus braços eu percebi que não adiantaria lutar contra tudo o que sentia.
Juliana me encarou como se tentasse entender o que estava havendo. Virei-me para pedir para que Marina saísse e a
coisa estava pior do que pensei. Marina estava vestida em uma camisa minha deixando bem clara toda a situação.
— Desculpa, é que acordei e você não estava na cama e eu fiquei preocupada.
Abri a boca e tentei dizer alguma coisa mas fui interrompido.
— Nem se dê o trabalho! A única coisa que me pergunto é de onde vem toda lição de moral que você quis me dar.
Agindo como se nunca tivesse errado na vida, como se fosse o homem perfeito.
— Eu nunca disse isso. — Não. Claro que não. Na verdade eu te pintei assim. E sabe o que é pior? Me achei um monstro, e me recriminava
mais ainda quando pensava em você! Mas estou vendo que não é diferente de mim, tão podre quanto eu! A diferença Hugo é que
eu não sento em cima dos meus erros e aponto o dedo para os outros. Fui covarde sim, mas não aceito mais ser julgada por
isso, sei quem eu sou hoje, e por hora sou melhor que você.
— Juliana me escuta.
— Não tenho que escutar. Estávamos terminados, mas se juntar a ela é descer todos os níveis possíveis. Ainda vai se
arrepender por isso e eu quero estar bem longe de você, porque só de imaginar que tem um toque qualquer dessa mulher em
você me dá nojo.
— Olha só, não sei se perceberam mas estou na sala. E quem é você para falar assim de mim? A mulher que
abandonou um filho e anos depois se aproxima do pai adotivo para toma-lo dele? Você não tem moral nenhuma.
— Marina, por favor, nos dê licença. — Pedi sentindo a fúria e o desespero crescendo em mim.
— Não precisa. Eu estou de saída. — seu olhar decepcionado me acerta em cheio. — eu não acredito que contou
para ela. Não acredito que abriu para ela uma coisa tão importante da sua vida. Não esperava isso de você Hugo. Me
arrependo mil vezes de ter vindo aqui.
Ela foi em direção a porta e eu segurei em seu braço.
— Juliana por favor.
— Deixa ela ir Hugo. Não te merece, nunca mereceu.
— CALA A BOCA MARINA!!
— Me solta! — Disse puxando o braço. — Eu vou voltar, mas para ver Yago, e agora faço questão de que conte que
sou sua mãe, porque se tem uma coisa que não vou aceitar é essa mulher perto do meu filho!
— Espera ai. Também não é assim! Eu sou o pai, e quem decide se ele vai saber ou não sou eu. Isso não mudou. Não
quero a vida do meu filho bagunçada.
— Não sei o que você vai fazer, mas se essa mulher continuar perto dele, não tenha dúvidas de que eu vou fazer de
tudo para tirar ele de perto dela.
Marina veio por trás e me abraçou e na mesma hora senti meu estômago embrulhar. Tirei sua mão mas ela
permaneceu ali bem próxima de mim.
— Querida, Yago é apaixonado por mim, e não vai ser você que vai mudar isso. Eu sou mãe que ele não teve. Não
entendeu isso até hoje.
— Isso é o que vamos ver.
— Vi a fúria nos olhos de Juliana, e por hora achei melhor não dizer nada, primeiro, tinha
que resolver a minha situação com Marina, afinal, eu tinha feito a merda, agora eu tinha que limpar

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