Dias anormais

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Chegamos em poucos minutos à rodoviária de Londres ( apesar de ser uma cidade que valorizava outros tipos de transporte, o rodoviário ainda era muito valorizado, não só para viagens como para turismo, quem não lembra dos ônibus de dois andares super conhecidos do filme de Harry Potter?).

Assim que entramos na rodoviária, procurei com os olhos a minha família, mas não vi nada, apesar de que não tinha tanta gente assim.

- acho que eles ainda não chegaram - ele falou para mim.

- Vamos aguardar um pouquinho. - eu falei pra ele, então sentamos em um dos bancos da sala de espera.

Alguns minutos depois, olhei ao longe e então os vi andando.

- AI MEU DEUS! OLHA ELES! - falei mais alto do que deveria, então quando vi, mamãe corria feito uma louca enquanto deixava as malas todas por conta da Sam e do papai.

- MEU AMOR! QUE SAUDADES DE VOCÊ! - ela gritou, me puxando para um abraço. Até parece que fazia uma eternidade que não nos víamos. Mães. Revirei os olhos, tão dramáticas...

- Mãe.... Eu também... To com saudades... Mas... Você tá me apertando... - resmunguei, fazendo-a me largar instantaneamente. Ainda bem.
Só então após toda aquela dose de entusiasmo foi que ela notou Harry do meu lado.

- hum..

Quando estava prestes a falar alguma coisa, papai e Sam chegaram me abraçando. Como nos velhos tempos.

E de repente eu percebi que eu estava morrendo de saudades da minha família nada tradicional.

- Tem um olho na lágrima da Lau! Aí meu deus, ela tá chorando, tadinha - a Sam fez todo o drama dela, e então quatro pares de olhos estavam voltados para mim.

- O que foi? Eu senti falta de vocês, sabia? - falei emocionada. A vida em Londres tinha me dado outras perspectivas, mas também tinha me feito valorizado as faltas que a minha família fazia.

Ficamos conversando animadamente ainda no meio da rodoviária, quando então, papai caiu em si e notou o Harry. Só o meu pai para não notar o homão que o meu namorado era né?

- Quem é esse rapaz? - questionou, com olhar inquisidor, mas ainda assim não dava medo. Pelo menos não pra mim, que já conhecia o jeito dele.

- Ah, pai... Esse é o...

- Harry styles, senhor. Sou o namorado da Lauren. - Harry me interrompeu, falando e logo em seguida estendendo a mão, educadamente ao meu pai, que ainda o analisava dos pés à cabeça. Demorou um pouco até que ele baixasse a guarda e aceitasse o cumprimento.

Papai ainda estava desconfiado, típico dele, mas conseguimos manter um bom diálogo, até chegarmos em minha casa.

Depois que instalei todo mundo, perguntei se eles queriam almoçar por aqui mesmo ou se iríamos a algum restaurante.

- Se formos a um restaurante, sugiro um excelente que sempre vou com os meus amigos quando estamos planejando algum show ou encontro de fãs.  É bem discreto e nada muito espalhafatoso, eu garanto que vocês vão gostar! - Harry resolveu lindamente se meter, arriscando-se a tomar um chega pra lá do meu pai tão forte que ele nunca mais iria se meter nessas coisas.

Mamãe concordou prontamente, mas papai parece que ficou bastante pensativo, analisando a sugestão do meu namorado. Até que por fim, papai abriu a boca e me deixou surpresa quando disse:

- Onde fica esse restaurante?

****

Até que para um almoço normal, tudo acabou bem. Sem brigas, nem uma terceira guerra mundial. Tudo bem que papai estivesse meio emburrado, mas eu conversaria com ele depois.

Ele deveria entender que não era mais criança, que todo esse ciúme excessivo deveria ser destinado para a Sam e não para mim. Afinal, já era maior de idade.

- Então, filha, ainda sem aulas? - minha mãe perguntou, quebrando aquele momento tenso que estávamos tendo. Um silêncio ensurdecedor.

- Uhum, mas já fui notificada de que até o final do mês retornaremos, acho que todos os ajustes já terão sido feitos até lá - Murmurei, enquanto voltavamos para casa no carro de Harry, que dirigia sério, com os óculos Rayban sexy demais para qualquer ser humano normal ter de olhar.

- Seu namorado é tão calado assim, filha? Na mídia pelo menos, não... - Minha mãe cochichou baixinho.

- Não, mãe. Ele está... Bem... Apenas um pouco intimidado com vocês, mas tenho certeza que umas horinhas a mais, ele vai se soltar, e ser o Harry de sempre. - falei, piscando pra ela, sorrindo.

O resto do caminho foi silencioso, até quando chegamos em minha casa, descemos, mas Harry foi interceptado por meu pai, que pediu que fossemos para dentro, que ele queria falar com meu namorado.

- Mas pai... - tentei retrucar.

- Daqui a pouco entramos, querida. Vai ser rápido.

Ele falou, e mamãe me empurrou para dentro da minha casa, muito a contragosto. Droga!

- Porque não me deixou lá? Queria ouvir o que papai tem a dizer!!! Não acredito que ele vai me tratar como se eu fosse uma criança que não sabe o que quer! - bufei, cruzando os braços e olhando para a minha mãe, cheia de raiva.

Cautela. Calma. Era o que eu precisava antes de surtar de uma vez. Pelo menos até Harry estar do meu lado novamente.


Geeeeeente do céu hahahahhaa! Voltei depois de tanto tempo hauajuejehe, pois é, tô de férias, agora acho eu que vou ter mais disponibilidade para postar capítulos.. próximo é bônus do Harry

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