20 chegada

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O restante do nosso percurso o capitão benson foi apenas o troglodita, mas as vezes eu o via me olhar disfarçadamente  e alguns momentos,  enquanto cavalgavamos juntos eu sentia sua respiração mais pesada. Eu não sabia interpretá-lo e o seu frio olhar não me revelava nada.mas ,afinal,  por que isso me importava tanto? Porque eu gastava tanto tempo tentando interpretá-lo? Porque sua respiração era o suficiente para tirar minha concentração de toda paisagem ao nosso redor?
Já estava exausta e muito dolorida quando enfim vimos surgir o castelo de Edimburgo,  com toda sua imponência e espledor, e esse foi , sem dúvidas um dos momentos mais felizes da minha vida. Estava de volta ao que eu tive mais próximo de um lar. Quando nos aproximamos Geneviève já estava na entrada, seu olhar aflito se alegrou ao me ver, e assim que eu pude descer do cavalo corri ao seu encontro.

-oh, minha querida! Por deus, pensei que pudéssemos nunca mais nos ver! - exclamou a princesa, descartando todas as formalidades enquanto me abraçava.

-você nem imagina o quanto senti sua falta genie, estou feliz por estar de volta! Eu preciso falar com o rei sobre o meu marido, antes de mais nada.

-não se preocupe,  papai irá resolver sua situação da melhor forma.

Valentina,  que também havia descido do cavalo nos observava de longe, junto com os guardas que nos protegeram durante todo caminho até aqui. Pedi que se aproximasse, e apresentei minha nova amiga a genevieve,  que a recebeu de braços abertos. Nesse momento o rei Edgard e a rainha Dafne surgiram na entrada do castelo, o que não era comum de acontecer, mas nada estava sendo de acordo com as regras desde que eu fugi do asilo. Nos curvamos em reverência as magestades, e eu apresentei a valentina ao rei e a rainha e solicitei naquela mesma tarde uma audiência com o rei.

-conversaremos, mas não hoje, pequena claris- a rainha não disfarçou seu espanto, quando o rei me tratou de forma tão intima em público de,  aliás,  não apenas ela, os guardas também estavam espantados, deveriam pensar que eu realmente seria uma prisioneira ali.- quero que por hoje, descance, e coma uma refeição decente, amanhã de manhã,  minha primeira audiência será contigo.

Assento, porque não poderia discordar do rei no momento em que pisei no castelo.

-capitão benson- continuou o rei- tem mais uma vez toda minha gratidão por mais um dever cumprido, descance no castelo com seus homens, aguardarei sua presença na audiência pela manhã.

-sim alteza- a confusão no rosto do capitão benson era bem evidente, e a minha também.

Porque o rei solicitava sua presença na minha audiência?  Não teria como saber até amanhã,  por ora, cederia aos desejos do corpo que clamava por um banho quente e uma cama macia, e talvez algumas horas de conversa com minha querida genevieve,  tínhamos muito assunto para por em dia.

a protegida do reiOnde as histórias ganham vida. Descobre agora