Os Três Dragões

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                                                                   Marco

A escultura era uma herança de família, daquelas que tem mais de duzentos anos. Se numa família ocidental isso já seria o suficiente para torná-la valiosa, imaginem em uma família oriental, com todo aquele respeito que eles têm pelos ancestrais, e coisa e tal.

Era uma escultura em forma de dragão, feita de jade, o que dava ao bicho a cor esverdeada que todo dragão que se preze deveria apresentar. Tinha as quatro patas no chão, o focinho arreganhado como se fosse cuspir fogo, e um rabo comprido com a ponta da cauda levantada, como se o lagarto, impaciente, estivesse pronto para estalá-lo no chão. Os olhos, dois rubis vermelhos, completavam a sensação de fúria do animal. E se uma estátua dessas já é impressionante, imaginem três!

Acho que estou me adiantando. Quando essa história começou, eu não sabia nem que havia uma estátua, que dirá três. Mas quando o primeiro rubi foi misteriosamente roubado, é claro que o Primeira Página, sempre metido a se meter em tudo, logo se propôs a solucionar o desaparecimento do olho do dragão. Quero dizer, dos olhos. Ou melhor, do dragão... Meu, eu estou parecendo a Mári! É melhor começar a contar logo essa história desde o início.

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