O MINIBARATA

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Introdução

Eis que sou ghcl do povo, uma das primeiras a dominar a arte de codificar a linguagem do povo, sendo assim escolhida para acompanhar o grande gsfk na missão mais importante já confiada a alguém do povo.

Os cinquenta do povo

Além de gsfk e de mim, oito sextetos de nós, escolhidos entre os melhores do povo para a missão, e os nomes da dupla de grandes de cada sexteto são gstl e gstk, grdl e grdk, gnsl e gnsk, grfl e grfk, ghdl e ghdk, glfl e glfk, gjsl e gjsk e glhl e glhk.

A missão começa

Nessa madrugada invadimos sorrateiramente a nave dos gigantes, instantes antes da partida para o novo mundo.

A história do povo

E agora que já encontramos abrigo seguro e meios de sustento até o fim da viagem, inicio a tarefa a mim destinada, ghcl filha de mrtl do clã de gsfk, de contar a história do povo para que seja transmitida a nossos descendentes, para que se lembrem de onde viemos e o que deixamos para trás, para que se lembrem do povo.

O início do povo

Não sabemos com exatidão o que ocorre nos tempos antes do cheiro, mas é certo que o povo se divide em muitas tribos e infinitos clãs e se espalha pelo mundo, vivendo da terra e de seus frutos doces.

Chegam os gigantes

No começo os gigantes vivem da terra, assim como o povo, mas logo passam a fabricar sua própria terra, uma terra dura e seca, e muitos do povo abandonam as florestas e vão viver nas terras dos gigantes, pois lá nunca faltam coisas doces para comer.

O medo

Não demora muito para o povo entender que devia temer os gigantes, pois todos que se aproximam deles são mortos, mas o povo aprende a ser sorrateiro e a evitar o olhar dos gigantes, assim o povo sobrevive por muitas gerações, à sombra dos gigantes.

O cheiro

Também não sabemos ao certo como surge o cheiro, se é um ato do criador de tudo ou se os próprios gigantes, em sua incessante busca para conhecer todos os segredos, por acidente ou intenção acabam libertando o cheiro, mas não há dúvida de que o cheiro muda tudo que existia antes e dá origem ao povo como então passa a ser.

Os gigantes doces

O cheiro é uma coisa terrível para os gigantes, pois os deixa doentes e fracos e transforma seus mortos nos gigantes doces, que ao contrário dos outros gigantes são amigáveis com o povo, pois não se mostram incomodados com a nossa presença e até permitem que nos alimentemos de sua carne doce.

A guerra dos gigantes

Assim como o povo se alimenta dos gigantes doces, os gigantes doces se alimentam dos gigantes de antes, que eles atacam e fazem em pedaços, e se alguém escapa de ser devorado em um ataque logo vira também um gigante doce.

O resultado da guerra

A raça dos antigos gigantes avança rapidamente para a extinção, seu número mais e mais reduzido a cada dia, suas antigas casas transformadas em locais de morte, sendo obrigados a se esconder dos gigantes doces como o povo tinha que se esconder dos gigantes nos tempos de antigamente.

A metamorfose do povo

Ao contrário do que acontece com os gigantes, para o povo o cheiro só traz coisas boas, começando por um rápido aprimoramento evolucionário em todos os níveis, ampliando de forma intensa os nossos sentidos já aguçados e, principalmente, a capacidade de entendimento, até o ponto de igualarmos e superarmos, em termos de inteligência, até aos próprios gigantes, e nós mesmos também ficamos maiores, chegando a dobrar e a triplicar de tamanho, para não falar da melhor coisa que o cheiro traz, que são os gigantes doces, garantindo que o povo nunca mais precise procurar outro alimento.

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