Março, 2017. I.

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ESTAMOS EM MARÇO!

Finalmente saímos de fevereiro, o que significa que a história está avançando.

Esse capítulo é para vocês conhecerem melhor nosso anjinho, vulgo Amanda.

Vou parar de escrever coisas aleatórias por aqui e deixar vocês lerem logo.

Novamente, me perdoem por demorar tanto para postar capítulos novos. Vocês não fazem ideia do quanto eu espero pelas férias, vou poder escrever o dia inteiro e serei a pessoa mais feliz do mundo.

Ah, obrigada por mergulharem comigo nesse mundo e por nunca desistirem de mim.

Comentem!

Amo cada um de vocês.

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Março começou chuvoso, para a felicidade de Amanda. Gostava da sensação de estar empacotada de roupas, de ver as gotinhas da chuva escorrerem por sua janela e, principalmente, de entrar em casa e se enrolar no cobertor.

A única coisa que realmente a incomodava era o trânsito e o caos que a cidade se tornava. Detestava trânsito. Detestava ter que acordar mais cedo e ainda correr o risco de se atrasar para a aula.

Ao sair de casa naquela manhã, atrapalhada com a bolsa, o guarda-chuva, a chave e a pressa, Amanda respirou fundo, pensando nas provas, que seriam em alguns dias. Detestava provas também, não acreditava que era a forma certa de comprovar que o aluno havia aprendido.

— Bom dia, Amanda — uma voz atrás dela chamou sua atenção.

A ruiva virou-se rapidamente, ainda um pouco assustada, mas sorriu quando viu, encostada no batente da porta, Dona Alice, a senhora de sessenta e sete anos com alma de uma criança de doze. Ela tinha sorriso fácil e morava no apartamento na frente do de Amanda. Vez ou outra, quando estava sozinha, batia na porta da professora e a convidava para tomar um café.

— Oi, Dona Alice! Bom dia. — Abraçou a senhora rapidamente, ainda um pouco atrapalhada. — Renato está com a senhora esta semana? Notei que faz muito tempo que não lhe faço uma visita.

— Está, mocinha... — Revirou os olhos e sorriu, achando graça.

A senhora gostava de sua independência. Quando Renato, o filho mais novo, decidia passar um tempo com ela apenas para ter certeza de que a mãe estava bem, Dona Alice ficava realmente estressada.

— Eu gosto da presença dele, sabe, Amandinha? Mas gosto da minha liberdade também.

— É, eu posso imaginar. — Amanda riu. Conhecia bem aquela história. — Bom dia, Renato — cumprimentou o rapaz que apareceu logo atrás da mãe.

— Bom dia, Amanda — e virando-se para a mãe: — Aposto que estava reclamando de mim de novo, né, mamãe?

— Sim, claro! Estava comentando com Amanda sobre o quão irritante é a sua mania de deixar a toalha molhada na cama.

Olhando para o relógio em seu pulso, a professora torceu o nariz ao ouvir a frase. Apressou-se para chamar o elevador, ao mesmo tempo que Renato revirava os olhos e despedia-se da mãe.

— Tchau, Dona Alice, tenha um bom dia — a ruiva desejou antes de entrar no elevador.

— Droga de chuva — Renato murmurou enquanto, virado para o espelho, ajeitava a gravata.

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