Capítulo I

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Digamos que minha vida não estava lá essas coisas. Mamãe e papai haviam se divorciado há duas semanas, papai foi para um apartamento no centro, e me ligava quatro vezes ao dia, pedindo concelhos, porque parecia que eu era a pessoa mais sensata dessa família. Mamãe sendo mais durona que meu pai, não demonstrava muito estar sofrendo. E tinha Meu irmão mais velho que havia brigado com sua namorada, e ele sendo ele, um cara que mais parece um bebe chorão, não preciso dizer que estava aos prantos, eu não sei o motivo pelo qual brigaram ( eu não sei o motivo de muitas coisas ), mas sei que faziam isso o tempo todo, eu sei que dessa vez não foi diferente. Espero que não tenha sido. Os dois eram aquele tipo de casal, que só vemos nos livros, é inacreditável. Fora essas três pessoas que eu chamava de família, que estavam sofrendo por causa de uma pessoa do sexo oposto, eu estava com alguns problemas na faculdade, precisava urgentemente melhorar minha nota em biologia, ou ia reprovar na matéria, o que obviamente não queria. Mas o tempo não para e eu tinha que viver, ou pelo menos tentar viver.

Na sexta depois da faculdade, eu fui direto para o trabalho, não queria ver aquelas duas pessoas depressivas lá em casa. Eu trabalho no "Sex Shop Sedução", o nome é bem clichê e brega, mas tudo bem. Minha amiga Amara, queria montar um negócio, no começo ela não botava fé em seu empreendimento, mas depois de um tempo ela viu, que sex shop da dinheiro, é impressionante a quantidade de pessoas que frequentam em busca de uma apimentada na relação. Então ela me contratou, não ganho muito, é só meio período, e eu gosto de estar com a Amara, e as pessoas que vão ao sex shop, são muito legais, é um ótimo lugar para se trabalhar. Enfim, naquele dia eu cheguei no trabalho, e já fui desabafando tudo.

- Aí Mara, minha família ta uma bagunça, meus pais se amam, ou pelo menos acho que sim, e estão separados, O Gustavo ( meu irmão ) e a karen, se amam e brigaram, e tem a porra da matéria de biologia que ta me matando.

- Toma esse pinto de borracha e vá ser feliz - disse ela, jogando o brinquedinho ao meu lado, eu desviei, não sou adepta a pênis postiços.

- Amara, eu to falando sério! Me ajuda - disse fazendo cara de drama.

- Okay, Mari, eu não sei pelo que você ta passando lá na sua casa, a única coisa que sei sobre tudo isso é que você precisa estudar focar mais na matéria de biologia - ela disse o óbvio pra me encher, com aquela cara de palhaça - Na verdade essa não e a única coisa que sei, sei que hoje é sexta e você precisa sair e dispersar seus pensamentos.

Eu não queria sair, mas também não queria ir pra casa, então Amara me convenceu a ir, liguei pra minha mãe dizendo que não ia passar a noite em casa.

Eram oito da noite, e eu já estava pronta, Minha amiga e eu vestiamos o mesmo tamanho para roupas, então vesti algo dela, para a nossa saidinha, vesti uma calça jeans acabadinha, uma blusinha preta, bem básica, e um all star no meu pé. Essas eram as roupas mais básicas possíveis de Amara, e faziam mais meu estilo. Fiz um rabo de cavalo, passei um delineador e mascara de cílios, não passei batom, só um brilho, coloquei meus óculos na cara, e estava mais que pronta. Amara ainda estava escolhendo o vestido. No final ela optou por um vestido cor de abóbora que era acima do joelho, uma sandália com um salto não tão alto, e fez um make bem mais ousado que o meu, o que não faz muito sentido toda aquela arrumação porque provavelmente íamos só para um barzinho, mas como ela diz: " Pode ser que o amor da minha vida esteja em qualquer lugar, quero dar uma boa impressão a ele". Isso fazia sentido, mas eu preferia meu estilo mais normal.

Chegamos no barzinho, era um com karaokê, tinha duas meninas cantando, provavelmente estavam bêbadas. Olhei meu celular e eram 22:35, Mara nos trouxe dois drinks.

- Agora é uma boa hora para começar a beber, tomá!- Disse me empurrando uma taça de alguma coisa alcoólica dentro. Eu tomei porque a) realmente era uma boa hora para beber. B) eu queria ficar bêbada. C) eu queria esquecer um pouco a pressão que estava tendo. D) eu queria cantar naquele karaokê, e sã eu não ia ter coragem.

O amor em seus olhos Onde as histórias ganham vida. Descobre agora