o último poema do mundo

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Não é exatamente a primeira vez que me ponho martelar as pontas dos dedos quase que congeladas nas teclas duras de um velho aparelho telefônico para te implorar, pelo amor de Deus, de uma vez por todas, por tudo que é mais sagrado e por tudo que você mais preza, a me deixar em paz. E eu peço a você, pior-inimigo-das-boas-noites-de-sono, que me deixe ir! -- que me deixe ser, porquanto há tanto que não vou a lugar algum, e não sou ninguém, não sem pensar em como seria se você viesse e fosse comigo.

Nunca vou, nunca sou, nunca somos.

E mais o inconveniente de que você nunca é, está, ou permanece.

Então, já que você nunca vem... me deixe ir.

Eu vou. E não volto.


Prometo.

Eu, NósLeia esta história GRATUITAMENTE!