6 O inicio da minha loucura

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A Minha chegada em downton foi relativamente calma, vários criados nos aguardavam na entrada , recebi olhares estranhos de alguns deles e até mesmo de pena. Minhas coisas foram levadas ao quarto principal, conjugado ao quarto do conde. Descansei um pouco depois do almoço, após a viagem longa sentia-me exausta.
A noite o jantar ocorreu em silêncio. meu esposo olhava-me de forma estranha e eu antecipava em minha mente tudo o que estava por vir.

-suba.

sua ordem interrompeu meus devaneios e tomei um susto, senti medo, mas vi em seu olhar que não seria possível desafia-lo.

Levantei-me ainda trêmula e subi ao meu quarto, não me troquei, nem me Movi direito na verdade, sequei uma lágrima em meu rosto e decidi que passaria por esta situação com o mínimo de dignidade, não iria chorar diante dele. Ouvi um barulho no quarto ao lado, um pequeno ranger de porta, em seguida a porta que ligava os nossos aposentos foi aberta. George sustentava um sorriso cínico e mais uma vez me olhou da cabeça aos pés.

- porque está com medo priminha? Acha-se assim tão irresistível? Ora, olhe para você, pra mim é tão desprezível!

- mas então....

- NÃO ME INTERROMPA!

gritou enquanto se aproximava mais de mim, prometi que não choraria mas meu medo aumentava a cada segundo e um nó formava-se em minha garganta.

-sabe por que está aqui priminha? Você é o meu baú de ouro! Sua herança é surpreendente, e acabarão com todos os meus problemas. quanto a você , não espero vê-la tão cedo sua estúpida, você me causa repulsa!

George empurra-me em direção ao chão e eu Caio, machucando o meu braço.

-você está louco George?

-estou, louco pra livrar-me de você e dos meus credores. pena que a milady é queridinha do rei, não posso acabar com sua vida tão rapidamente, mas pensarei em algo especial para você. até lá ficará trancada aqui.

George tranca as portas do meu quarto, e sai deixando-me sozinha. por um momento eu até sinto alívio por isso, mas ainda precisava fugir desse lugar.

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Uma semana se passa, e eu continuo trancada em meu quarto, até mesmo a minha alimentação é mantida de forma escaça, apenas quando alguém deposita através das janela de ligação entre o meu quarto e o corredor lateral, e só pode ser aberta pelo lado de fora. George havia pensado em tudo mesmo! Eu estava a ponto de enlouquecer naquele lugar sombrio, as janelas do meu quarto estavam trancadas e eu mal via a luz do sol, chorava incessantemente, principalmente as noites quando sentia maior solidão. O que George estaria dizendo aos criados para me manter ali presa sem causar especulações?
Escuto sons vindo do quarto ao lado, estranho, pois todos deveriam estar dormindo a essa hora, por um momento sinto medo, mas depois percebi que a porta de ligação dos aposentos não foi aberta, mas aqueles sons... parecia o som de amantes entregando-se um ao outro, com sussuros e respirações ofegantes.
George tinha uma amante? Seria ela uma criada para entrar em seu quarto despercebida? Ou será que ele não se importava ao fato de levar outras mulheres a casa enquanto me prendia? Por isso odiava-me, por estar entre os dois e precisar de mim como um baú do tesouro? Perturbava-me ouvir aqueles sons, que continuaram até quase amanhecer e eu praticamente não dormi.

a protegida do reiOnde as histórias ganham vida. Descobre agora