L1|| XLIV. Temos Companhia

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Olho para Alexis tentando adivinhar o que se passa em sua mente agora

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Olho para Alexis tentando adivinhar o que se passa em sua mente agora. 

É perceptível que sua condição piora mas ela se esforça para ficar de pé, olhando vidrada para dentro do caixão.

A mulher em vestes brancas parece dormir solene, como qualquer outro corpo num caixão. Exceto que sua pele clara brilha literalmente, e não há sinais de decomposição. Seus longos cabelos vermelhos tornam seu semblante ainda mais vívido. Em seu peito, uma sofismada ponta de adaga cuja a lâmina parece estar cravada em seu coração.

Ela não respira. Pálida, imóvel, intacta como uma estátua de mármore. Ao mesmo tempo que parece estar morta, é estranhamente óbvio que não está.

— Será que é ela? — O silêncio aumenta meu pavor. Para quebrá-lo, digo o óbvio em voz alta. Bem... é um cemitério, essa pode ser qualquer outra defunta.

Alexis parece que vai desmaiar a qualquer momento. Ela não me responde, mal pisca, hipnotizada pela mulher, se mantendo de pé com as poucas forças que lhe restam. É impossível dizer o que passa em sua cabeça agora.

O lugar a está afetando e encontrar sua possível irmã na seguinte situação também não ajuda. É compreensível: se esta for mesmo Mabel, a qual nós duas já duvidamos existir um dia... tudo muda.

Absolutamente tudo.

Lembro-me do que Igor falou na noite em que o conheci, na noite em que o deixei entrar em minha mente. Disse-me que Mabel teria cabelos vermelhos e a pele clara. Zombou do por que Guendri faria irmãs fisicamente diferentes.

E sim, ela é o oposto de Alexis.

Uma vez ouvi um dos meus personagens favoritos num dos meus shows favoritos dizer algo sobre coincidências... o que era mesmo? Ah, que o universo raramente é tão preguiçoso.

Essa moça tem que ser Mabel.

Mal percebo que estou ofegante, meu coração prestes a saltar pela boca. Num subito movimento, Alexis tenta arrancar a adaga do peito dela.

E se não fosse a outra faca sendo lançada em nossa direção agora acertando sua mão, Alexis a teria arrancado.

Espera.... outra faca? O quê???

Viro na direção de onde o objeto voador fora lançado.

— A-alexis, acho que temos companhia! — Meu medo quase impede minha voz de sair.

Duas mulheres com armaduras metálicas dos pés a cabeça que parecem ter saído diretamente de um filme sobre amazonas medievais surgem do nada, e bloqueiam a passagem por onde entramos.

— Traídora! — Uma delas exclama, sardônica.

— Valkírias... — Alexis tenta me avisar mas acaba me deixando com um mega ponto de interrogação na cara.

ADARISOnde as histórias ganham vida. Descobre agora