Capítulo 23

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Juliana

— Eu te fiz uma pergunta Juliana. Que história é essa de filho? — Lipe vira-me bruscamente e uma lágrima escorre em meu rosto. Abaixo a cabeça. A vergonha me consome — Olha para mim pelo amor de Deus!

— Calma, Juliana vai te explicar tudo. — Lu, tenta acalmá-lo, mas, sua respiração pesada me revela o tamanho da sua fúria.

— Lu eu quero ficar sozinho com ela, por favor.

Luciana passa por mim e me dá um abraço. A minha vontade é de agarrá-la e não soltá-la mais. Ela se afasta lentamente e eu levanto meus olhos para encarar Lipe.

— Onde está a criança? Por que nunca fiquei sabendo dela? DIZ ALGUMA COISA!! — O grito de Lipe faz-me encolher.

O meu choro desesperado não alivia o olhar frio que ele direciona para mim.

— Yago. O nome dele é Yago. — Digo aos prantos. — Eu descobri que estava grávida quando você desapareceu. Me senti abandonada e com muito medo.

— Medo?

— Sim. Medo Lipe. — Conhece minha história. Eu não queria correr o risco de perder meu filho da maneira que meus pais perderam. Eu não tinha condições nenhuma de criar um filho, se ao menos vo...

— Não termina essa frase. Não venha colocar a culpa de suas burradas em mim. Nada Justifica o que você fez! Aliás, o que você fez? Deu ele para alguém? Onde ele está? Como nunca vi você grávida? — Perguntava ofegante.

— Deixei-o em um orfanato — Dizer isso me arrancava pedaço. Sangrava cada vez que eu dizia. A culpa me consumia.

Lipe sorri ironicamente.

— Orfanato? Não aprendeu com a vida? Quem te deu o direito de esconder isso de mim?

— Você não foi homem para ficar comigo, também não servia para ser pai do meu filho. ME ABANDONOU. NÃO FARIA DIFERENTE COM ELE! — Grito.

— Uma coisa não tem nada haver com outra. É do meu filho que estamos falando caramba! Um filho. Você não me disse onde ele está. Eu quero saber de tudo.

— Não posso dizer ainda! Tem muita coisa envolvida. Outras pessoas! Não posso sair destruindo tudo.

— Você já fez isso juliana! Destruiu tudo! — ele anda de um lado para o outro e eu continuo chorando. Apesar de achar que ele não tem direito de me tratar dessa forma, não consigo ter uma reação diferente, além das lágrimas.

— Por favor — o pedido sai em forma de súplica. — Eu preciso conversar com Hugo primeiro. Ele é o pai adotivo de Yago. Meu namorado e eu o amo.

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