São Paulo, terra da mentira

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BASEADO EM FATOS REAIS

São Paulo, Brasil - 2017

Essa cidade esconde muitas histórias, cada pessoa seus segredos, alegrias, frustrações. Muita gente sozinha e muita gente correndo atrás de dinheiro, fama, um casamento e claro, muita gente querendo se libertar ou se esconder pra se libertar.

Como todos sabem muitos gays ou simpatizantes, usam um banheiros públicos para dá uma olhadinha aqui, outra acolá, vê como está a vizinhança e se rolar alguma coisa naqueles instantes, melhor ainda. Normalmente isso acontece em shopping, terminais rodoviários, entre outros. Se termina em transa ou uma pegação, tá bom, mas pelo menos não era o que buscava nosso amigo Vinicius naquele dia. Vou deixar com ele...

Na época eu era um cara legal, normal, gay, mas quietinho na minha, nada de muito alarde quando o assunto era sexualidade. Trabalhava como vendedor em um shopping de uma área nobre de São Paulo, mas de nobre eu não tinha nada, era pobrinho mesmo, pegava ônibus, metro e o dinheiro mal dava pra comprar naquelas lojas de departamento. Sair com amigos, raramente, o dinheiro era sempre pouco, mal dava pra pagar o aluguel e como tinha saído do interior a contra gosto dos meus pais, eles não me ajudavam e tudo era por minha conta, mas levava a vida tranquila com sonhos distantes de acontecer, até queria estudar pra ser alguém, talvez quando o dinheiro desse, quase nunca dava, eu estudaria, mas por enquanto sobrevivia e de vez em quando pegava alguém. Não sou feio, tenho 175m e 75km, sou um branquinho com um certo teor de gostosura.

Tinha sido um dia normal, acordei cedo, o trabalho foi cansativo, mas era hora de ir pra casa, sai da loja e segui com meus pensamentos, minha parada mas feliz vida. Quem sabe ainda acharia alguém legal pra dividir minhas frustrações e quem sabe até um amigo pra dividir o aluguel do meu kitnet, mas num é que a vida me surpreendeu naquele dia. Andando pelo mesmo shopping que trabalho, antes se ir pra casa, por volta de 19h resolvi ir até um banheiro, por necessidade mesmo, nada de pegação, quando entrei, estava vazio, parei em frente ao mictório, sem esperar nada demais, até que entra um coroa com estilo vaqueiro, boiadeiro, fazendeiro, digamos que um estilo rural, de botas de couro parecidas com aquelas de Chitãozinho e Xororó (Coisas que eles nem usam mais), chapéu também de couro, camiseta xadrez, barba por fazer, um homem macho, estilo rural que não se vê normalmente em shoppings. Ainda imaginei que seria alguém que trabalha em fazendas da região e está aqui por São Paulo. Quando ele parou ao meu lado, começou a urinar e eu que esperava que aquele cara fosse "mil por cento" heterossexual, começou a olhar meu pau. Estava de queixo caído, adoro macho, não sou muito chegado em caras afeminados, mas não imaginava tirar uma sorte grande daquelas. Ele tinha mais ou menos 1,80m e uns 90kg, 42 anos, levemente peludo, uma barriguinha gostosa de macho que pega no pesado, um corinha bem durinho e em forma. Quando retribui a olhada me assustei, um cacetão grande e grosso, foi quando a coisa começou a ficar completamente dura e grossa lá naquele banheiro. Quando eu estava já sonhando e gozando, ele me disse:

- Pega? Senti aqui um macho!

Que cara de safado, aquele bigode de macho rústico quase me fazia gozar, se ele dissesse mais alguma coisa iria gozar sem pegar em nada. Mas peguei, era muito roludo, grande, grosso, retão e o dono tinha cara de macho, comedor de mulher, não combinava com aquela situação. Estava estático, até que começou a entrar mais pessoas no banheiro. Colocamos nossos instrumentos para dentro da calça e eu fui disfarçando ao espelho. Quando ele chamou:

-Vamos sair!

Disfarçadamente eu aceitei e o encontrei lá fora:

-Tá indo pra onde? - Disse ele ao me ver

Do lado de fora foi que eu tive noção de que aquilo era sim um exemplar de macho comedor de mulher que queria alguma aventura louca e respondi - To indo pra casa!

MEU PEÃO, UM VIDA DE MENTIRASRead this story for FREE!